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Olá! Seja muito bem-vindo ao Ser Escritora! Um blog onde encontrará textos, resenhas de livros, autores, dicas e muito mais.

Ser escritor(a)

29/09/16

Setembro


Ei, preste atenção!
Ainda é capaz de me escutar?

Preciso lhe contar antes que eu fique louca por dentro. Dezesseis anos atrás, Nando Reis dizia que o mundo estava ao contrário. E só hoje eu reparei. As cores não estão invertidas. O mar continua em seu lugar. A lua ainda aparece pelas noites, assim como o sol pela manhã. Mas o mundo está em seu verso.

Os troféus de vitória me traziam lembranças. Lembra que te falei daquele que ganhei tempos atrás? De vidro, forte e indestrutível. Sua vitória trouxera para mim segurança, e hoje já nem sei mais quem sou. Você sabe alguma coisa sobre onças? É encontrada em florestas tropicais. Crepuscular e solitário.

Não se explica sua existência com palavras, mas você também era assim por dentro. Sei que o céu se põe dentro de você, ao se aproximar do horizonte. As cores vibram entre o dia e a noite, e tudo se torna confusão.

Penso em como o amor nos fez fortes, em nossos últimos anos de glória. Eu lhe observava de soslaio. Não fazia contato visual, pois sempre me disseram que os olhos são o espelho da alma. E se meus olhos revelassem o que transbordada em mim de dentro para fora, sua face seria revelada como um reflexo em minha pupila dilatada.

Mas, eu não sou capaz de explicar a onça na natureza, e nem o que acontece entre nós. Mesmo distante e solitário, eu gosto de você. Mesmo com o crepúsculo crescente em seus olhos, eu gosto da ideia de nós dois.

Eu quero saber se ainda sou capaz de te compreender, quando as luzes se apagarem. Que a nossa existência não seja uma mera distração, e a vida floresça em nós. Quero que me conte sobre seus dias, e o que pensa antes de dormir. Se sonha comigo, tanto quanto meus sonhos são teus. Qual a saudade que mora em teu peito, o que pretende fazer, daqui para a frente.

Pegue em minha mão. Guiarei seus passos para que estejam em sintonia com os meus.

Quero observar as árvores crescendo. As flores se abrindo. A primavera mostrando sua face. Os poemas amadurecendo, e a vida se transformando em poesia. Quero que cada frase dita nesta despedida de setembro, seja compreendida de maneira única.

Ei, preste atenção!
Ainda é capaz de me escutar?

Eu não paro por aqui. Ainda estou apenas começando. Meu trono de epifania se juntou ao outros versos, agora que a vida nos ensinou a caminhar em passos largos.

Estou apenas começando!

23/09/16

|CULTURA|: No Templo de Dionísio - Acampamento Meio-Sangue

Nesta quarta-feira que passou (dia 21/09/2016), fui convidada pela queridíssima Aline, do blog Relíquias, a prestigiar um evento muito bacana, em nossa cidade mesmo, Sumaré. Rolou muito divertimento, risos, abraços, aprendizado.

Uma tarde bacana, com pessoas de bem e muito talentosas. Além de ter sido um prazer conhecer a Aline pessoalmente, pude rever o trabalho do Eduardo Parmeggiani (o qual já se apresentou em minha antiga escola), e de suas colegas de trabalho, Rosana Jesus e Cassia Lopez.

Venha comigo nessa! Vou te contar T-U-D-O o que rolou!

31/08/16

Julianna Rioderguz - Sabor de Agosto

Estou começando um novo canal. Rainha da Epifania será um canal sobre diversos assuntos literários. O primeiro vídeo foi um spoken word de um poema adaptado - eu havia criado um texto, chamado La Solitudine, e o adaptei a poema. 

Não imaginei que a mensagem que traz, coincidiria tanto com o momento político que vivemos no Brasil. Vale conferir e se inscrever: 

Cansei do silêncio.

Minha nação já não chora sem voz.
É horrível o mundo ao redor de nós:
a ausência de empatia,
a falta de poesia,
a morte do civismo,
a confiança em quem nunca teve ética,
o risco social
por ser jovem e pensar demais,
por ser moça e não ter paz.

24/08/16

Eu quero saber sobre você!


Eu quero saber sobre você! O que faz aqui. Como tem passado. Quero saber de onde você veio, e para onde pretende ir. Quero saber onde os astros estavam alinhados no instante de seu nascimento. Onde a vida mais lhe pesou no peito.

Quero saber cada detalhe banal. As brigas sem sentido. Sobre seus amores. Sobre os sabores que já experimentou na vida. Quero saber sua cor preferida. Seu desenho favorito de infância. Quero saber se você gosta mais do sol ou da lua.

Que me diga quais são seus traumas de pequeno. Quais saudades carrega aí dentro. Que medo você possuí. Qual a sua maior ambição. Quero conhecer seus sonhos. Vasculhar suas profundezas, e achar um cantinho onde possa me esconder.

Quero ouvir suas histórias. Quero saber o que faz brotar um riso em seu rosto. O seu partido político. As músicas que você escuta, e o que já cansou de escutar. O que você pensa sobre meus poemas, e se sabe a inspiração que me causa.

Quero saber sobre seus dias tristes. Quem você levaria para jantar. O que seria um dia perfeito para você, e se eu estaria nele. Quais são os motivos que te fazem grato pela vida, e quando já quis se livrar de tudo, por não ter um pouco de paz.

Quero saber das suas realizações. Dos seus fracassos. Das suas memórias mais queridas, até as que repudia em pensar. Os livros que leu. As séries que assiste. O que gosta de fazer nas horas vagas. Quero saber sobre você, pois me cansei do mais do mesmo em conversas superficiais.

23/08/16

|PRIMEIRAS IMPRESSÕES|: O garoto do cachecol vermelho

Olá, escritores! Como estão? Hoje venho, através deste, fazer as primeiras impressões do novo livro da Ana Beatriz Brandão. Bora conferir? 

Sinopse: Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo.

De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho...

Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer.

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O livro possui uma narrativa em primeira pessoa, do ponto de vista da Melissa. O livro começa com a rotina dela ao se levantar, e os pensamentos que a descrevem neste momento. Ela apresenta ansiedade, por algo que nem sabe ainda o que é, mas sente que está por vir. 

Conta sobre sua mãe, que vive viajando e a deixa só. Sobre as festas e bebidas. Nada tão detalhado, mas o suficiente para que o leitor consiga montar uma imagem sobre a Mel, e sua relação familiar e com os amigos. 

Ela é bem determinada, e sabe que terá que batalhar muito para atingir seu sonho. Mas não pense você que ela é uma boa moça: Melissa é uma moça metida, que não tem compaixão por ninguém que tenha um status inferior ao seu. No maior estilo patricinha de filme americano, só que pior, sabe? 

Seu caminho e o de Daniel se cruzam pela primeira vez, e o choque de antipatia é veloz e certeiro: Na virada do ano, ele estava pintando o asfalto. E quem vai reclamar com o rapaz, como se fosse a Rainha da Rua? Isso mesmo: Melissa. 

Após o primeiro encontro desastroso, ela volta para sua casa, e conhecemos um pouco mais sobre ela. Sua paixão por Balé, e a ambição de ir para Juilliard. O quanto ela está se esforçando para isso acontecer. A sua relação asquerosa com a própria mãe. 

Os dias se passam, as aulas retornam. Ela chega atrasada na faculdade, e dá de cara com quem? Com o bonitão pichador de asfalto, o nosso querido e amado DaniDani, ou mais conhecido como O garoto do cachecol vermelho. 

Novamente, eles tem um encontro nada prazeroso, trocando farpas em suas conversas. E, para o azar de Melissa, o moço está passando pela faculdade para recrutar calouros a fazerem visitas na ABRELA - Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica. Ele entra na sala de aula da moça, e com toda convicção, diz na frente de todos que Melissa havia se candidatado como voluntária, a ajudar no projeto. 

Uma pequena vingança por ela ter sido tão absurdamente chata? Talvez. HAHAHA. 

Só sei que as primeiras impressões acabam aí, e eu fiquei curiosa pelo restante. 
A escrita da Ana é muito fluída. Li rapidamente todas as páginas que ela me mandou. O livro é bem escrito, e não tem uma linguagem muito rebuscada. Escrito em primeira pessoa, se passa no Brasil mesmo. 

O detalhamento das cenas é muito bacana, e dá para esperar grandes coisas do livro. Confesso para vocês que não sou tão chegada em livros românticos (prefiro muito mais um bom suspense), e que é difícil eu chorar com algum livro (nem O Menino do Pijama listrado conseguiu isso, haha). Mas, gostei do que li até agora, então acredito que vale sim a pena dar uma chance para o DaniDani, e a Melissa insuportável. 

Dê uma chance você também. Os links para compra estão no início da postagem. 
E, CLAROOOOO, EU NÃO PODERIA ME ESQUECER DISSO: O lançamento do livro será este sábado, lá na Bienal de São Paulo. Curta a página da Aninha (clicando aqui), e se você puder, vá sim e dê um abraço nessa fofura em forma de gente, que é a Ana Beatriz Brandão! HAHA. 

Ficaram curiosos? Me contem o que acharam, ou se já conheciam a autora. 
 

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