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Ser escritora

22/04/14

Entrevista com a blogueira Mari Godoy

No começo do mês passado, eu trouxe a entrevista com a Raíssa. Caso não se lembre,clique aqui
Hoje, trago uma entrevista que fiz com uma das minhas blogueiras favoritas, Mariana Godoy. Para quem não conhece o Diário Ciumento, é um blog pessoal, onde ela posta de tudo um pouco: moda, sorteios, músicas, presentinhos que ganha de lojas parceiras, seus melhores looks, e claro, o que eu mais amo, suas crônicas. 
Com um carisma pra lá de especial, Mari tem 17 anos de idade, e cursa Jornalismo. Apaixonada pela França, amante de livros nacionais e Woody Allen, conheça um pouco sobre essa jovem brilhante, 

1 - Seus textos são sempre repletos de carisma, com um senso de humor inteligente e frases bem construídas. De onde você busca inspiração para escrever?
Do cotiado, dos lugares que visito, das pessoas ao meu redor, dos detalhes, de tudo. Eu tento sugar o máximo de cenas que eu consigo e depois jogo tudo em um papel.

2 - Com a rotina corrida da faculdade, você vê que o blog poderá passar por mudanças, futuramente?
Sim, mas não só pela faculdade. Conforme vou crescendo o blog acaba mudando junto comigo. O Diário sempre foi um blog pessoal, mas agora está ficando ainda mais. Eu quero deixar ele melhor a cada dia.

3 - Qual a maior dificuldade que você encontra em ter que conciliar estudos e blog?
Tempo é o meu maior problema. Às vezes é faculdade, curso, família, amigos (eu tenho uma vida fora da internet também haha). Como eu estudo em São Paulo, costumo falar que venho pra Santo André só pra dormir (e meus amigos dizem que moro no interior). Antes eu blogava todos os dias, agora o ritmo está mais lento, mas continuo atualizando sempre. Também criei um blog chamado Escritonautas, escrevo nele junto com uma galera que convidei (mas minhas crônicas também vão para o Diário). 24 horas é pouco e olha que sou uma desempregada em busca de um estágio.


4 - Olhando para o passado, o quanto você acha que mudou, em relação à Mari Godoy que você era, e a que se tornou hoje?
Mudei muito. Eu era uma criança. Agora sou uma criança um pouco mais madura. Antes não aguentava críticas, ligava muito para opiniões alheias e chorava o tempo todo com qualquer coisinha que ouvia e não gostava. Antes eu entrava em pânico e depois resolvia o problema. Hoje vejo que passei a encarar melhor as coisas. Meu jeito mudou e meu estilo principalmente. A Mari do passado se vestia muito mal – não gosto de lembrar.

5 - Você já disse que pretende escrever um livro de contos, e outro contando a história do seu pai. Eles já tem previsão para entrar em prática? Ou por enquanto as ideias permanecerão só na mente mesmo?
Na verdade, o livro de crônicas e contos será uma seleção dos melhores textos do Diário. Agora o livro sobre o meu pai já comecei a escrever, porém não faço ideia de quando vou terminar. Eu não consigo escrever mais de três páginas sem parar e chorar e voltar ao normal. É muito difícil ainda, mas um dia eu finalizo. Foco e café!


6 - Seu blog teve um grande crescimento desde que o conheci. Você imaginava que ele faria tanto sucesso?
Eu não consigo ver o blog como um sucesso ainda. Já encontrei leitoras em alguns lugares como salão de beleza, igrejas (isso quando eu ia), mercados e afins. É muito estranho e ao mesmo tempo é legal, só que por mais que as visualizações tenham aumentado, eu não consigo ver o Diário como algo grande. É o meu canto, o seu canto, o canto de qualquer um que gosta de ler sobre minhas neuras e falta de sexo.

7 - Entre tudo o que escreve, qual tema você acha mais gostoso de trabalhar e expressar em crônicas?
Eu escrevo sobre mim. É isso. Por mais louca que seja a crônica e mais surreal que possa parecer, é sempre algo que aconteceu comigo. Essa pergunta é difícil, eu não sei, gosto de falar mal das coisas e das pessoas. Sou uma velha ranzinza.


8 - Qual livro você acha que mereceria ser lido por todo mundo pelo menos uma vez na vida?
“O Meu Pé de Laranja Lima”, obra juvenil de José Mauro de Vasconcelos. Não é um livro, é uma obra-prima. Depois de ler aconselho a assistir o filme de 1970. 

9 - E para finalizar, deixe um recado para todos aqueles que gostariam de escrever.
Escreva tudo que quiser sem medo. E não fique o tempo todo querendo ser escritor. Qualquer idiota pode ser escritor. Queira tocar as pessoas com as palavras e transmitir algo bom. E quando tudo estiver uma merda, lembre-se: Há sempre um filme do Woody Allen esperando por você. 

Para saber mais, não deixe de visitar a página de seu blog, clicando aqui, e de curtir a fã page do facebook, clicando aqui, e de seu novo blog, Escritonautas

16/04/14

Querida avó!


Peguei meu antigo álbum de fotos, e o debrucei sob meu colo. Tantas lembranças me vem à mente, mas a do seu sorriso é a mais forte. A mais intensa que permanece em mim.
Lembro-me de quando eu era pequena, ah, não faz tanto tempo assim, e mamãe tinha que trabalhar. Todos em casa saíam, e era você quem vinha cuidar de mim.
Eu adorava cantarolar enquanto almoçava, e isso a irritava. Oh, me lembro bem. Quantas vezes em puxões de orelha você não me ensinara que era feio cantar com a boca cheia? Perdi as contas.
Lembro que quando eu crescia, me tornei bem menos dependente de você. Agora você poderia cuidar só do vovô. Eu saberia me virar bem.
Como boa CDF, comecei cedo a me interessar por estudos e sempre fui maluca por livros. Sede de conhecimento é uma coisa que não acaba, sabe? E sabe de uma coisa mais bonita ainda? Sempre que penso no passado, eu lembro que foi você a primeira, e uma das poucas, a me apoiar. A acreditar em mim.
Eu sei que você acreditava que eu era capaz, e lhe sou grata por tudo. Tudo mesmo. Não apenas nesse dia, que é tão importante para nós. Mas agradeço pelo tempo em que você existiu e pôde estar em minha vida.
Ah, vó! Se você soubesse o quanto sinto sua falta, e gostaria de ter seu riso nos meus dias, você voltaria para enxugar minhas lágrimas que agora correm em meu rosto?
Se você soubesse que naquele momento em que recebi a triste notícia sobre você, um pedaço de mim se foi contigo.
Se tivesse um modo de dizer pela última vez, eu diria o quanto te amo. O quanto você ainda significa na minha vida e que faria tudo por você, novamente se fosse preciso.
O que eu não daria por um último abraço seu? Ou por uma xícara daquele seu café forte que eu raramente tomava.
Gostaria de te ter de volta. Não só por mim. Por todos.
Sabe, tenho que confessar que não aguento mais ver minha mãe sofrendo pela falta que você faz. Não gosto de ver ela assim. Queria tirar esse sofrimento de seu peito, mas ela sempre fala de você. Ela chora por você, vó.
Ah, se você soubesse. Se pudesse saber o quanto me faz falta aquele seu olhar doce sobre mim depois do almoço.
A vida é tão cheia de ironias. Você cuidava de mim, mas no fim eu ajudei a cuidar de você.
Pouco. Do meu modo.
Eram gestos tão simples, mas cheios de carinho. Como me ensinara.
Nem com mil palavras eu poderia expressar a sua importância pra mim durante esses 17 anos, embora só tenha feito parte de 16 deles. É, já faz um ano. E a saudade já bate loucamente, como se meu coração não houvesse dono.
Já faz um ano que você deixou de fazer parte de nossas vidas, para fazer parte de cada um de nós.
Um ano.
E a saudade, bem. Essa maldita saudade não deixa de passar por todos nós, levando no coração, apenas o seu sorriso como lembrança.

10/04/14

Ser escritor: Narrativa na 1ª ou 3ª pessoa?

Já faz um certo tempo que não faço nenhuma postagem do estilo "Ser escritor". Eu iria escrever sobre outra coisa (deixo para a próxima), pois essa é mais importante.
Um leitor, me pediu em Anônimo, lá na postagem sobre Nomes de personagens, para dar algumas dicas de narrativa, no quesito primeira ou terceira pessoa.
Bem, algumas pessoas já haviam me pedido isso antes - como iniciar o livro é a parte mais intrigante - então decidi escrever sobre, assim posso ajudá-la (espero), e ajudar outras pessoas mais.
Lembrando que, caso você tenha alguma dúvida, ou queira dar sugestões de temas para próximas postagens aqui no blog, acesse a página de contatos e me envie um e-mail. Ou simplesmente comente em qualquer postagem (você que sabe).

Como é a narrativa em primeira pessoa? 
Na minha opinião, esta é um pouco mais complicada do que a escrita em terceira. Antes de iniciar o livro, tenha em mente qual o efeito que pretende causar com aquilo que estará escrevendo.
Você quer causar mais emoção? Gostaria que os leitores se identificassem com as situações vividas pelo personagem? Então essa narrativa é a mais indicada, pois através dela o leitor acaba simpatizando mais com o personagem que narra, e você consegue induzi-lo mais facilmente para as emoções que você deseja que ele sinta com a história.
Vale ressaltar também que, nem sempre o livro precisará ser narrado pelo personagem principal. Em alguns casos, um observador bem próximo do principal narra os fatos e seus atos, mas isso fica a seu critério.
Entretanto, quando você escreve na primeira - assim como eu - toda a narrativa ficará presa aos pensamentos e ponto de vista do personagem-narrador.

 Qual é a narrativa da terceira pessoa? 
É o ideal quando o seu foco é conseguir passar para o leitor os pensamentos e ações de vários personagens. Ele é mais amplo, e muitos dizem que é mais fácil de trabalhar. Essa narrativa te dá a liberdade de começar cada capítulo narrando o que diferentes personagens estão fazendo em distintas partes do mundo. Através dela, você poderá enfatizar vários personagens e apresentar fatos concretos.

Ainda está na dúvida? Bom, não posso te dizer em qual narrativa escrever, isso dependerá de qual lhe deixa mais confortável. Mas pense bem em qual seu livro se encaixaria melhor.
Caso queira entender um pouco melhor cada um, posso indicar:

  • A menina que roubava livros: A narradora é observadora da história, então esta é contada em primeira pessoa. Mas ela envolve tanto os fatos vividos por Liesel, que muitas vezes, a narrativa aparenta ser em terceira; 
  • Harry Potter: Eu não seria eu se não indicasse Harry Potter. Pode ser antigo, mas ainda sim, bom demais. Narrativa em terceira pessoa, embora a autora saiba interagir na história - através de piadas e trocadilhos - que deixam a leitura gostosa e leve; 
  • Quem é você, Alasca?: Narrativa em primeira pessoa. 
Tudo bem que são livros super famosos que estão em alta (mas não lembrei agora do tipo de narrativa da maior parte dos livros que já li), mas pode ser uma boa usar como espelho autores em grande evidência. 

Lembrando que, estas não são regras. São apenas opiniões para quem está perdido no caminho, e ainda não decidiu se escreverá em primeira ou terceira.
Bons escritos para você - e muita inspiração.

08/04/14

#VidaDeMudanças: Começando

Todo dia antes de ir para a escola, tenho uns vinte minutos livres para leitura ou não fazer absolutamente nada. Hoje, resolvi aproveitar esse tempo para esquever isso. 
Claro que vinte minutos apenas não é tempo suficiente quando se tem muito a dizer, mas deve se saber medir o que irá ficar ou sair.  
Havia falado anteriormente que estava disposta a aderir à mudança de hábitos, mas como sou uma pessoa perdida, ainda não sei por onde começar. 
Olha, é tanta coisa errada que se eu fosse listar tudo o que preciso, levaria um bom tempo... e continuaria sem saber como iniciar meus planos. 
Quando decidimos mudar algo em nosso cotidiano, sempre nos animamos e imaginamos milhares de coisas maravilhosas, das quais poderemos usufruir quando conseguirmos (querendo ou não, a gente sempre acaba pensando mais no resultado do que no processo de produção), mas passam-se cinco dias, chutando alto, e somos dominados pela feiosa da preguiça (e outras coisas mais que nos impedem de continuarmos).
Tudo o que acreditávamos há dias atrás, parecem apenas sonhos utópicos que se perderam em um vazio sem finalidade alguma, e nos vemos perdidos novamente. 
Bem, é justamente esse o ponto que deveremos trabalhar inicialmente. 
Tudo o que é novo, acaba parecendo um emaranhado sem pé nem cabeça, mas quando adquirimos prática, parece tão natural quanto o simples ato de respirar. 
É, pode perceber. É sempre desse jeito quando somos tomados por um novo objetivo, mas sabemos que qualquer que seja o resultado obtido, terá sido muito mais gratificante do que se tivéssemos ficado presos na mesmice de sempre. Para ganhar estímulo, pense assim: quando estamos fazendo a mesma coisa sempre, nada - ou quase nada - é adquirido como experiência ou ideia nova. 
Quando nos abrimos à uma nova ideia e ficamos satisfeitos com seu resultado, já demos um passo enorme para o avanço que tanto prezamos. Mas, se nos abrimos à uma nova vida e nada sai como o planejado, podemos tirar com lição as coisas boas que ganhamos, as quais não teriam acontecido ficando inertes, além de experiências para a vida toda, positivas ou não, dependerá da forma como se encara as coisas.
Para esse novo começo, vou fazer o seguinte: primeiro, estabelecer tudo o que já não me faz bem, e onde posso melhorar isso. Desde o corte de cabelo (gostei do médio, fazer o quê), há coisas realmente importantes na minha vida.
Caso queira mudar também (sempre faz bem, acredite), olhe algumas dicas:

  1. Escreva em uma folha de papel (ou onde quiser, mas apenas escreva), quais seus objetivos. Primeiro, pense no que pretende fazer no decorrer da semana. Tirar nota boa naquela prova de matemática? Terminar algum livro? Começar a escrever um? Anote tudo o que pretende fazer nesse curto período, e brevemente, como fará para realizar cada um deles; 
  2. Agora, vamos pensar um pouco mais à longo prazo. O que pretende para esse mês? Ele já começou há alguns dias, mas precisamos estabelecer desde já o que iremos fazer. Pense em tudo o que deseja aprender durante esses dias, o tempo que levará para concretizar, o que precisa para ir atrás, e mãos na massa; 
  3. Indo um pouco mais longe, vamos pensar nos nossos objetivos em um prazo mais longo ainda. Como você se imagina ano que vem? O que gostaria de começar a fazer agora, para que possa estar do jeito como imaginou no próximo ano? E daqui 2 anos? 5, 10 anos? O que pretende para a sua vida, e como começar agora poderá ajudá-lo? 
Como aqui devemos dar um pequeno passo de cada vez, primeiro, vamos deixar estabelecido o que queremos. Qual o nosso foco na mudança. E a partir de então, definir quais serão os passos míseros que daremos a cada dia, para que consigamos aquilo que tanto almejamos. 
Estou começando agora, recomeçando, na realidade, mas vamos ter em mente que: 
  1. Pior que tá não fica; 
  2. Por mais árduo que seja atingir uma meta, somos capazes de tudo quando a determinação fala mais alto que o medo; 
  3. Seus sonhos não se realizarão se você não der o primeiro passo; 
  4. O futuro começa sempre agora; 
  5. O que vier é lucro. 
Precisa de mais motivação? Acho que ter aquilo que deseja  - e melhor ainda, coisas que jamais imaginou - é motivação mais do que suficiente. 
#VidaDeMudanças: Pequenos passos todos dias, fazem toda a diferença. Desde que não esqueçamos de caminhar a cada dia. 
Eu já estou caminhando, e você? 

02/04/14

Desabitando velhos hábitos

Recentemente, decidi tomar vergonha na cara. Assim, simples e direto, com todos os pontos e vírgulas. 
Sabem aquelas promessas de virada de ano (esse ano será diferente, vou fazer isso e aquilo e blablabla), mas que em três meses você acaba deixando de lado, esquecendo, ou simplesmente lembra, mas está com uma preguiça enorme de colocar em prática (meu caso)? 
Pois é, ninguém pensa no quão difícil será quando esquece que trabalha e estuda, e tempo mesmo só de madrugada (dormir pra que, né?). Mas ninguém disse também que seria fácil (mas convenhamos que tudo aquilo que precisamos lutar para conseguir, é sempre mais gostoso pelo sabor da vitória). 
Antes que eu perca o foco, vou contar o porquê de estar escrevendo isso: decidi deixar para trás tudo aquilo que não me leva para a frente. Será um desafio que durará meses, e olha, já tô vendo o trabalhão que terei daqui para a frente. 
Vai ser mais ou menos assim: vou comprar um caderno pequeno, e anotar no início tudo aquilo que me deixa insatisfeita e vejo necessidade de mudar. Depois, anotarei o que seria ideal para que eu me dê por satisfeita. 
Simples assim, e claro, fazendo anotações diárias sobre o que está mudando e o que ainda precisa mudar. 
Tá, mas o que isso tem a ver com o blog? 
Simples. Uma das coisas que mais me deixam insatisfeita, é ver que faço tão poucas postagens para o blog e divulgo menos ainda. 
Então, vou primeiramente mudar o design do blog (para alguém que tem sede por mudanças, me acomodei demais nesse layout), comprar o domínio, e postar muitoooo mais, óbvio. 
Acho que o bom de querer mudar sempre, é que parece que as ideias começam a fluir bem mais. Que continue assim sempre, haha. 
Estarei escrevendo para vocês sempre que possível sobre esse tema, sobre a tag #Vida de Mudanças. 
Não sei qual será a regularidade desse tipo de postagem, mas acho que pode servir de inspiração a mim mesma e a todos aqueles que ainda anseiam e alimentam o desejo de mudança. 
#VidadeMudanças: Nunca é tarde demais para se começar um novo projeto, ou dar continuidade à algum antigo. 
Bora comigo colocar em prática todos os seus sonhos? 
Garanto que você ainda vai chorar de raiva quando algo começar a dar errado, mas quando os resultados positivos começarem a aparecer, verá que cada segundo dedicado terá valido a pena. 

31/03/14

As facetas da indiferença!

“O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença...” – Érico Veríssimo

Entre todos os sentimentos possíveis, a indiferença é o pior deles. Talvez, pelo fato de não ser exatamente um sentimento. É um nada, perdido no vazio de um peito cansado de sentimentos demais. Cansado de amar demais. Cansado de odiar demais.
A indiferença que mais nos afeta, diretamente, é aquela que sentimos no lugar onde já existiu amor. Reencontramos alguém que em um passado, tanto amamos, mas naquele momento, seu rosto aparenta ser apenas mais um. Um mero conhecido, que na realidade agora desconhecemos. Não existe mais nada ali. Todo o amor dedicado, apenas faz parte de um passado, aparentemente distante, mas fazia pouco mais de quatro meses. Toda a raiva do abandono, dissipada, como se nunca tivesse acontecido.
Nada.
É triste, e estranho ao mesmo tempo, não conseguir sentir mais nada. Nem por nada, ou ninguém. A única coisa que sempre resta, é escrever sobre o assunto. Isso não é relembrar. Isso é apenas tomar mais lições de vida. Tudo o que vivemos a cada instante pode servir de lição, só depende da sua percepção de vida, e ter maturidade o bastante para enxergar isso. Simples assim.
A indiferença é a linha tênue que separa o amor da raiva. Pode não ser o melhor caminho, mas muitas vezes é menos angustiante do que permanecer no eterno amor e ódio. Uma hora cansa, e saber parar de dedicar qualquer tipo de sentimento a quem não é merecedor, é bem mais aliviador.
Muito mais, pode acreditar.
Já dizia Anatole France: “Preferia sempre a loucura das paixões à sabedoria da indiferença.” Será mesmo?
Mas, a indiferença que me intriga não é essa. Não, não. Deixar de amar para o nada sentir não é algo que torture. O duro mesmo, é ver a indiferença de pessoas boas diante de situações ruins. Daqueles que não conseguem sentir, independente da situação. Isso sim é intrigante. Não conseguir estender a mão para quem caiu, não impedir aquele que derruba.


P.S.: Este não é um texto para fazer sentido. É para ser sentido. 

30/03/14

Renascimento/Classicismo - 1527/1580

 O Classicismo, também conhecido no Brasil como Quinhentismo, surgiu na época do Renascimento (que prevalecia na Europa nos séculos XV e XVI). O Renascimento foi conhecido desse modo por representar uma época em quem a Europa estava passando por um grande processo de mudança política, cultural e econômica. Apresentava características individualistas.
Entre os fatores que levarem essa mudança para a transição ao Classicismo, está a Reforma Protestante (do Martinho Lutero, que a gente sempre aprende no fundamental escolar), e a Contra-Reforma, o movimento da Igreja em resposta ao de Martinho.  A invenção da Imprensa naquela época, ajudou a disseminar o trabalho artístico literário para mais pessoas.
 As principais características que o Classicismo apresenta, são:
--> Universalismo: os temas subjetivos (pessoais), foram deixados de lado, e a preocupação maior era com o que era universal. Como os sentimentos humanos;
--> Racionalismo: a predominância da razão sobre os sentimentos humanos. Todos os sentimentos eram controlados pela razão;
--> Humanismo: A libertação dos dogmas da Igreja, quando o homem começa a ver a si mesmo no centro da Universo, e não mais a Deus.
O Classicismo também foi marcado pela presença do Barroco (1580) e o Arcadismo (1756), e buscava o equilíbrio, pureza formal e o rigor. Os aspectos culturais da Roma e Grécia antiga eram valorizados.
O Classicismo em Portugal teve início por volta de 1527, com o escritor Sá de Miranda (o qual acabara de retornar da Itália), e de lá trouxera ideias para novas formas de se fazer arte. Esse período teve seu fim em 1580, com a morte de Luís Camões.
Obra por Botticelli. 

O Classicismo literário, no geral, voltaram suas ideias para o fato de que a razão deveria prevalecer, desprezando tudo o que fosse particular. Foi aí que surgiu o soneto de 14 versos decassilábicos, em que sua distribuição era feita em dois quartetos e dois tercetos.
Os artistas que mais tiveram influência nesse gênero, foram:
--> Luís de Camões: Com sua obra Os Lusíadas, onde ele contava sobre suas aventuras em alto mar, se tornando um grande nome de reconhecimento entre os classicistas. Sua obra fez tanto sucesso, que, ao agrado do rei de Portugal da época (D. Sebastião), recebia uma quantia anual por sua obra. Mesmo assim, ele ainda viveu na pobreza.
Seus poemas apresentavam como fundo a história de Portugal.
Camões conseguia transmitir à seus sonetos, a divergência entre o amor material, pela carne e o desejo, como também o amor puro.
--> Fernando de Sá de Miranda: Sua escrita poética era baseada tanto no novo modo de escrever, quanto no velho. Escreveu uma tragédia sobre Cleópatra, e comédias.
--> Antônio Ferreira: Foi um discípulo de Sá, autor do poema As décadas da Ásia.
--> Dante Alighieri: Ilustre autor de A Divina Comédia. Esse poema, o qual possuía mais de 14.000 versos, foi dividido em três partes: O inferno, O purgatório e O paraíso, e representava a descida do homem há cada um desses, antes de alcançar o Paraíso. Obviamente, o que é mais polêmico sempre faz mais sucesso, então a descida ao Inferno é a parte mais conhecida do poema até hoje (dizem que na época de lançamento, seu impacto foi tão grande que muitas pessoas se converteram ao cristianismo, tentando evitar o Inferno descrito por Dante).
--> Leonardo da Vinci: Conhecido por suas até hoje famosas, pinturas. Considerado até hoje um gênio, Leonardo foi um excelente anatomista, engenheiro, matemático, músico, inventor, escultor e arquiteto. Sua pinturas apresentavam a figura humana retratada em sua perfeita forma, temas religiosos, ou até mesmo cálculos matemáticos.
Seus principais trabalhos foram: Gioconda (a famosa Mona Lisa), Retrato de Músico. Seu trabalho científico mais conhecido foi o Homem Vitruviano.
Projetou uma cidade, e algumas invenções (como a máquina voadora).
--> Michelangelo Buonarroti: grande escultor, tendo iniciado sua carreira como aprendiz. Suas principais obras são: Afrescos do teto da Capela Sistina, A Criação de Adão, Retratos da Família Médici, etc.
--> Sandro Botticelli: Um dos mais importantes artistas do Renascimento Cultural. Italiano, e desde jovem já demonstrava um grande talento para a arte. Entre suas obras mais famosas, estão O nascimento de Vênus, O Castigo dos Rebeldes e o Inferno de Dante.

Pequena nota: na literatura italiana da época, era comum ouvir-se falar em comédia e tragédia. 
A simples diferença entre esses gêneros, é que a tragédia era destinada à realeza, com uma linguagem mais formal.
Já a comédia, era o que caía no gosto popular, com uma linguagem bem mais simples.
 

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