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Ser escritora

20/02/15

Senescência

Qualquer idiota pode ser escritor. Digo isso com convicção. Pois sou uma delas. E você também, eu sei. Não me venha com picuinhas. Não gosto de gente que perde tempo fazendo tempestade em copo d'água. Fala sério, amigo! A vida é curta demais e o tempo voa. Não gosto de gente que chora por macho. Anota isso: ele não era bom o suficiente para merecer uma lágrima sua. Então para de ser trouxa, e segue em frente. 
Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente. Ultimamente, desde sempre. A morte me faz refletir na vida. E refletir na vida deixa tudo confuso e atrapalhado.Esse não deveria ser o fim do texto? A ordem não importa. O que convém, é escrever.  Não gosto da forma como as pessoas conseguem ser tão levianas. De irem levando a vida, apenas por levarem. E aqueles que tem um propósito, são cedo levados. 
Assisti ontem aquele filme do Woody Allen, enquanto pensava na morte e no quão cedo ela pode vir para alguns. Fiquei com vontade de assistir a todos os outros. O mundo precisa de arte. De boas artes, novas e das contemporâneas de Charles Chaplin. Precisam ser deixados pela leve insensatez para retornarem um pouco que seja, à realidade. Quero ser compreendida. Mas não gosto de me expor. 
Não gosto de feijão nem batata frita, mas não vivo reclamando sobre isso. Ninguém se importa. E se alguém disser se importar, digo-lhe que isso não é da sua conta. Sou cheia de frescuras. Não gosto de gente fingida e não tomo Coca-Cola. 
Não gosto de gente vazia. Me entristeço com a tristeza alheia e não suporto ver gente chorando em velório. Não gosto de respostas vagas. Sempre me irritam. Não gosto do rumo que as coisas estão tomando ultimamente. 
E gosto menos ainda de você estar aí debruçada ainda sofrendo pelo mesmo mané. Por favor, né! Gosto de vida. E não digo isso dos não-mortos. Vida é aproveitar. Viver e viver. Antes do fim chegar. E ele nem sempre vem conforme a senescência - envelhecimento. 
Gosto de Bossa Nova à Rock and Roll. Mas a vida é mais do que isso. A vida sempre é. Só mantenha seus olhos abertos, e coração leve, antes de seja tarde. 

A vida é assim. 
Não é? 
Uma correlação de fatos aleatórios. 
Não faz sentido pra você? 
Isso também não faz sentido. 
Para mim. 
E nem deve fazer. 
Mas lhe digo uma coisa. 
Qualquer idiota pode ser escritor. 
Desde que tenha algo a dizer. 

07/02/15

Vôo


“Voando como um pássaro, fui ao teu encontro
mesmo com minhas asas cansadas
pois, para tê – la ao meu lado, cruzaria todo o universo
rompendo a barreira do espaço – tempo
até atingir o limite da realidade...
Percorrerei os confins da noite, para ter o suave deleite
mesmo que tivesse que enfrentar as gélidas montanhas
das Cordilheiras do Himalaia, no Tibete...
porque não quero sentir de novo aquela agonia
aquele vazio no meu âmago, por não tê-la ao meu lado
quero que você dilacere minha alma
entorpeçam os meus sentidos, decifre os meus segredos
e lapide meu coração, bruto como uma rocha
e o transforme em uma fina jóia, para você...
gostaria que você estivesse aqui, agora e sempre
mesmo que, para isso, tenha que lutar contra todos os acasos
navegando neste mar revolto, quero revelar minha essência mas saiba que, apesar de tudo, terei sempre você em meu coração para sempre”...


- Mais uma do meu caro amigo Carlos Augusto Nogueira.

04/02/15

Rosa Púrpura - Carlos Augusto Nogueira


“Da mais reluzente rosa púrpura
                                   Caem intensas gotas de orvalho
                                   Que vão se evaporando, à medida que diminui
                                   A distância dos raios solares...

                                   E, as noites frias e chuvosas cedem lugar
                                   Ao mais intenso calor
                                   E, dissipam a solidão...

                                   Quem regará a rosa púrpura?
                                   Do céu, partem nuvens carregadas
                                   Do sol, surge a esperança
                                   De que seus raios voltarão...

                                   Se o sol, com seus raios persistir
                                   A rosa púrpura se desintegrará
                                   E restarão apenas seus espinhos...

                                   E então, ela perderá o seu encanto
                                   E só nos restará

                                   Apagar as luzes ““...

26/01/15

A essência do solteiro!


Eu poderia escrever milhares de bobagens sobre a vida de solteira, ou usar argumentos baixos para justificar esse status. Dizer que estou esperando em Deus. Que ninguém é bom o suficiente para estar ao meu lado. Empina o nariz e faz a egocêntrica.
Posso dizer que resolvi dar um tempo e que não estou na pista pra negócio ultimamente. - Dá de ombros sorrateiramente, e digo com toda a convicção que existe em meu ser: Tô nem aí! Tanto faz para mim!
Mas a questão aqui é: não devo satisfação disso pra ninguém. E você também não. Não deve mesmo. Existe forma mais simples de se "justificar" (se é que precisa) a solteirice do que pura e simplesmente: Estou bem assim.
Bem não, ótima. E há aqueles que irão rir e perguntar:
- Tá, mas e quando você vai arranjar alguém? Já passou da hora, né.
Vivemos numa sociedade onde as pessoas acreditam que a chave para a felicidade, está no coração de outro alguém. Que só se pode ser feliz, quando seu riso estiver ao lado de outro. Mas a realidade não é bem assim. Não pra mim. Tá achando que é fácil me agradar?
Relacionamentos trazem tantos problemas quanto solucionam, tantos sorrisos, quanto lágrimas. Mas não quero crucificar essas relações. Longe de mim. Admiro aquele casal fofo do colégio que combinam como ninguém. O encaixe de suas mãos apresenta simetria. Não são aqueles casais enjoativos de Instagram. Não precisam demonstrar sua alegria em estar um com o outro. Eles já sabem muito bem fazer isso, um com o outro, olhos nos olhos. E esse romance, é o tipo que mais admiro. Mas não significa que queira isso para mim. Pelo menos, não agora.
Só estou dizendo que não há problema algum em escolher o lado solteiro da 'força'. Não mesmo. Não é porque você está sozinho hoje, que esteja fadado a viver assim toda a eternidade. Que você nunca encontrará alguém e será amado.
Claro que irá. E mesmo se não, por que deixar de ser feliz por isso?
Deverá aprender que o verdadeiro amor, é aquele que está dentro de você. Não adianta buscar a felicidade para preencher aquele vazio no peito, se você não aprender a se amar, a ser feliz da forma como você deve. Independente de você ter 18, 20, 30 anos (ou mais). Quando dizemos que somos solteiros, sempre tem aquele que te olha com pena e diz:
- Não se preocupe. Você também vai encontrar alguém.
- Se eu quisesse, eu já teria. - você responde com convicção, e é assim que tem que ser. E no seu íntimo, você pensa -  Por que, deveria eu me importar se vou encontrar ou não? Por que você está se importando com isso?
Pra que ter pena de si mesmo por estar sozinho? Façam-me um favor, né! O mundo está em declínio de amor. E não é culpa dos solteiros, meu bem. Os culpados, são aqueles que amam por conveniência. Que só arranjam alguém para curar a carência.
Muitos acreditam que quem está solteiro vive só em seu mundo, completamente depressivo. Fala sério, amigo. Tem aqueles que são assim. E sofrem do que chamo de "A Síndrome do Ninguém-me-ama-ninguém-me-quer." E sofrem porque querem e não conseguem ver que na realidade, existem bilhões de pessoas por aí, não há com o que se preocupar. E quando encontram alguém, é para apenas tentar trazer um pouco de alegria à todo seu sofrimento. Acreditem em mim: estar com uma pessoa só para não aparecer sozinho nos jantares em família, é pior do que ser o solteiro alvo das perguntas incômodas daquela tia chata.
Mas não vamos falar só dos solteiros carentes. Existem também,  aqueles que acham que devem estar todo final de semana em uma balada para preencherem algum vazio em suas vidas, que nem deveria existir. O vazio.
Você não precisa "pegar geral" para mostrar para o raio que o parta que você está bem. Você não tem que mostrar nada para ninguém. Você é feliz da forma como deveria ser, e isso é ótimo. E com toda essa frustração que as pessoas criam em torno do romance, surgem aqueles amores imprevistos. Tem pessoas que parecem ter tanto medo de ficarem sozinhas, que acabam se envolvendo com qualquer um, como se aquela pessoa fosse sua última oportunidade na vida. Alguém só para dizer que você está em um relacionamento sério nas redes sociais. Alguém só para evitar um tímido "Estou solteiro", quando os parentes incômodos perguntarem sobre seus namorados.
Alguém só para preencher aquele vazio que existe dentro de você. O vazio que você mesmo criou.
E me diga: Pra quê? Amor por conveniência não me ganha. Não deveria existir essa de querer estar com alguém só por estar.
Tenho uma colega, que vejo ela pouco mais de duas vezes a cada dois meses. Ela está sempre amando. Mas nunca a mesma pessoa. Hoje tem uma briga com um, amanhã já tem outro amor eterno. E tudo porque não aprendeu ainda o amor que vem de dentro. Aquele que é de si, para si mesma. Conheço várias pessoas que são assim. E aposto que você também. E sempre me pergunto: O que essa pessoa tem na cabeça, para ser assim? Conseguir "amar" tantos em tão pouco tempo. Mas acho que a pergunta certa, deve ser: O que falta em seu coração, para que ela procure preencher em tantas relações vazias?
Sabe, eu costumo dizer que sou uma romântica à moda antiga. Não aprovo estar com alguém, se não for de todo coração. Sou daquelas que acreditam que o amor, aquele sentimento puro que vez ou outra machuca, quando não é bem dado; pode ser muito mais do que simplesmente isso. Tenho experiência o suficiente para saber do que estou falando, e mais: do que sinto.
Amar alguém é quando você tem coragem de dar o melhor de si, para fazer o outro feliz. Mesmo que o caminho de felicidade desse alguém, seja bem diferente do que o seu. Me sinto sortuda por já ter experimentado isso, embora o final não tenha sido tão bom. Não acabou ainda. Amar, é deixar livre. Não ter uma discussão com um, e já partir para outro. Isso se chama "tapa buraco". Você merece mais do que isso. E acredite, você também não iria gostar de ser o tapa buraco de alguém.
Você merece mais. Muito mais, acredite em mim. Encontrar um amor é quando a troca de olhares for mais forte do que o toque. Quando você encontra alguém que não é aquilo que lhe complete. Mas o que te transborde por inteiro. É aquele amor que vai aquecer sua alma (e te abanar no calor, por favor), e te fazer mais feliz do que você já era quando solteiro. Solteira.
Não se engane achando que você encontrará alguém que te faça Feliz. Você tem que se fazer feliz, e só vale a pena se entregar à paixão quando a felicidade que a pessoa te traz, for muito maior do que aquela que você tinha por si só. Não é buscar o que lhe falta. Relacionamento, é transbordar o que você já tinha. Se não for para ser assim, melhor nem ter.
Ser solteiro, é estar de bem consigo, é se amar em primeiro lugar (deve ser assim sempre, aliás). Você não precisa "passar o rodo", nem viver na fossa. Ou os dois. Só precisa ser você mesmo, sabendo que a chave para a sua felicidade sempre esteve ali.
Ser solteiro, é acreditar que você merece algo muito melhor do que os amores vazios que aparecem pra você. Acredite em mim, você não precisa disso. Eu também não.
Ninguém deveria precisar. Então por favor, não me incomode mais com "E os namoradinhos? Cadê".
Eu só precisarei de um, quando a felicidade que sinto com a vida, encontrar a pessoa ideal para compartilhá-la.
Amores vazios não preenchem um coração cheio.

15/01/15

Sentimento do Mundo - Carlos Drummond de Andrade


Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desjeo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desafiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais que a noite.

26/12/14

Anástrofe




Sou movida por fragmentos
de momentos
inacabados. 
De poesia perdida em verso, 
de canção sem melodia. 
De amores, 
sem sabores. 
De um amontoado de 
"bem-me-quer", 
envolvidos em tantos 
"mal-me-quer". 
De noites de insônia, 
de café gelado que nem efeito 
causa mais. 
De remédios que não curam a dor, 
de tempo que leva um amor. 
Sou movida por fragmentos. 
De meios que não 
conseguem 
tornar-se inteiros. 
De rotina que vira cansaço. 
De amores sem amasso. 
De madrugadas que jamais tornar-se-ão 
dias. 
De poesia sem verso, 
ritmo ou rima. 
De prosa sem discurso direto ou linha reta. 
Sou movida pelos pensamentos 
que me pesam. 
Pelos caminhos mal percorridos 
e deixados para trás. 
Movo-me em roda-gigante. 
Na eterna giratória. 
Ora para cima. 
Ora para baixo. 
E é nesses versos sem sentido ou rima, 
Que eu me acho. 

17/12/14

Neil Gaiman: Make Good Art

Neil é um autor britânico, muito conhecido por sua obra Coraline, Deuses Americanos, Belas Maldições, Os Filhos de Anansi, O Oceano no fim do caminho, e diversas outras obras. Também é inspirador em suas palavras. Um discurso seu que ficou bem conhecido (e marcou a frase "Faça boa arte"), de 2012 para cá, foi dito numa colação de grau universitária. Suas palavras, além de terem aberto a mente de cada um que estava ali presente, também consagrou conselhos bacanas e inspiram, não só aqueles que estavam ali no momento, mas a qualquer um que tenha acesso ao que foi dito. 
Fui muito inspirada por suas palavras, então acho digno compartilhar com vocês, tanto o vídeo, quanto a transcrição do discurso: 

"Eu nunca realmente esperei me encontrar dando conselhos para pessoas se graduando em um estabelecimento de ensino superior. Eu nunca me graduei em um desses estabelecimentos. E nunca nem comecei um. Eu escapei da escola assim que pude, quando a perspectiva de mais quatro anos de aprendizados forçados antes que eu pudesse me tornar o escritor que desejava ser era sufocante.
Eu saí para o mundo, eu escrevi, eu me tornei um escritor melhor na medida em que escrevia mais, e eu escrevi um pouco mais, e ninguém nunca parecia se importar que eu estava inventando as coisas à medida que prosseguia, eles simplesmente liam o que eu escrevia e pagavam por isso, ou não, e frequentemente eles me encomendavam alguma outra coisa pra eles.
O que me deixou com um saudável respeito e admiração pela educação superior do quais meus amigos e familiares, que frequentaram universidades, se curaram há muito tempo atrás.
Olhando para trás, eu trilhei uma caminhada memorável. Não tenho certeza de que posso chamá-la de uma carreira, porque uma carreira implica que eu tivesse algum tipo de plano de carreira, e eu nunca tive. A coisa mais próxima que tive foi uma lista que fiz quando tinha 15 anos com tudo que eu queria fazer: escrever um romance para adultos, um livro infantil, uma revista em quadrinhos, um filme, gravar um áudio-book, escrever um episódio de Dr. Who… e assim por diante. Eu não tive uma carreira. Eu simplesmente fui fazendo a próxima coisa da lista.
Então pensei em contar para vocês tudo que eu gostaria de saber de saída, e algumas coisas que, olhando para trás pra isso, suponho que eu sabia. E também em dar o melhor conselho que já recebi, o qual falhei completamente em seguir.
O primeiro de todos: quando você começa em uma carreira nas artes você não tem ideia do que está fazendo.
Isso é ótimo. As pessoas que sabem o que estão fazendo conhecem as regras, e sabem o que é possível e o que é impossível. Vocês não. E vocês não devem. As regras sobre o que é possível e impossível nas artes foram feitas por pessoas que não tinham testado os limites do possível indo além deles. E vocês podem.
Se vocês não sabem que é impossível é mais fácil fazer. E porque ninguém fez antes, não inventaram regras para evitar que alguém faça de novo, ainda.
Em segundo, se você tem uma ideia do que você quer fazer, sobre o que você foi colocado aqui para fazer, então simplesmente vá e faça aquilo.
E isso é muito mais difícil do que parece e, algumas vezes, no fim, muito mais fácil do que você poderia imaginar.
Porque normalmente, há coisas que você precisa fazer antes de que você possa chegar aonde quer estar. Eu queria escrever quadrinhos e romances e histórias e filmes, então me tornei um jornalista, porque jornalistas têm permissão para fazer perguntas, e para simplesmente ir adiante e descobrir como o mundo funciona, e, além disso, para fazer essas coisas eu precisaria escrever e escrever bem, e eu estava sendo pago para aprender como escrever economicamente, claramente, às vezes em condições adversas, e em tempo.
Algumas vezes o caminho para fazer o que você espera fazer estará claramente delineado; e às vezes será quase impossível decidir se você estará ou não fazendo a coisa certa, porque você terá de balancear suas metas e esperanças, e alimentar-se, pagar as contas, encontrar trabalho, e se adequar ao que pode encontrar.
Uma coisa que funcionou para mim foi imaginar que onde eu gostaria de estar – um autor, principalmente de ficção, fazendo bons livros, fazendo bons quadrinhos e me mantendo através de minhas palavras – era uma montanha. Uma montanha distante. Minha meta.
E eu sabia que enquanto eu me mantivesse andando em direção à montanha eu estaria bem. E quando eu verdadeiramente não estava certo acerca do que fazer, eu podia parar, e pensar se aquilo estava me levando em direção à montanha ou me afastando dela. Eu disse não para trabalhos editoriais em revistas, trabalhos adequados que teriam pago um dinheiro respeitável porque eu sabia que, por mais atrativos que fossem, para mim eles estariam me deixando mais distante da montanha. E se essas ofertas tivessem aparecido mais cedo talvez as tivesse aceito, porque elas ainda me deixariam mais perto da montanha do que eu estava à época.
Eu aprendi a escrever escrevendo. Eu tendia a fazer qualquer coisa conquanto que parecesse uma aventura, e a parar de fazê-la quando parecia trabalho, o que significou que a vida não se parecia com trabalho.
Em terceiro lugar, quando você começa, você precisa lidar com os problemas do fracasso. Vocês precisam ser osso duro de roer, precisam aprender que nem todo projeto sobreviverá. Uma vida como freelancer, uma vida nas artes, é muitas vezes como colocar mensagens em garrafas, em uma ilha deserta, e esperar que alguém encontre uma de suas garrafas, e a abra, leia, e coloque algo em outra garrafa que fará seu caminho de volta até você: apreço, ou uma encomenda, dinheiro, ou amor. E vocês têm de aceitar que vocês poderão lançar uma centena de coisas para cada garrafa que aparecerá retornando.

 

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