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Ser escritora

20/07/14

Ser Escritor: Concluindo um livro

Estive afastada do blog por praticamente uma semana, pois estava concluindo os dois últimos capítulos (e o Epílogo) do livro que eu estava escrevendo. Foi o primeiro - meu bebê.
A ideia do livro estava em minha mente desde 2012 (ou um pouco antes), e até já havia começado a colocá-la em prática, postando alguns capítulos aqui no Ser Escritora mesmo, mas após achar que ninguém lia, parei.
Um tempo depois, baita tempo, por sinal, uma leitora pediu a mim a continuação, então decidi por alterar certos paradigmas do livro, e voltar a postá-lo, mas dessa vez, em um blog próprio, que vocês podem conferir aqui.
Tenho que confessar que foi difícil pra caramba. A ideia de se escrever um livro, é simples demais. Você sabe o que quer para o início, já leu milhares de blogs que dão dicas, sabe qual deverá ser o rumo da estória, quem serão os mocinhos e vilões, e se imagina passando tardes belas e agradáveis (de preferência, ao som de chuva), escrevendo, como se tudo fosse simples e lindo.
Mas não é bem assim que a banda toca. A começar pelos personagens, que no decorrer do livro, acabaram ficando meio perdidos. Percebi que metade das minhas personagens, se não existissem, não teriam feito a mínima diferença pro resultado final do livro. E fora os personagens que simplesmente foram sumindo, rs.
O bom de se colocar na prática tudo aquilo que você já viu na teoria, é que somente assim pode-se sentir na pele - nem que seja um pouco - a realidade de um escritor, ainda mais quando você tem um determinado tempo para terminar um capítulo e sofre de um terrível bloqueio criativo.
Adicione isso à sua lista: Você não conseguirá escrever um livro sem passar pelo menos uma vez em seu processo literário, por um bloqueio. Você perderá a inspiração diversas vezes, colocará seus personagens em enrascadas das quais ficará se perguntando "Em que merda eu fui me meter?", poderá até surtar e ter vontade de desistir de tudo achando que não vale a pena... mas não deixe de insistir naquilo que você almeja. Trace seu objetivo com seu livro, e corra atrás dele até o fim, mas nunca se deixe dar por vencido.
Sabe, uma das coisas que mais me desmotivaram, foram os comentários ofensivos que faziam no blog. Crítica construtiva é uma coisa, mas um comentário destrutivo e desprovido de bom senso é outra completamente diferente. Não me importo que critiquem, na realidade, espero que façam isso, pois assim poderei crescer mais como escritora, mas ofensas pessoais não levam à nada. Coisas como essa já me fizeram pensar seriamente em desativar tanto o Meninas de Seda quanto o Ser Escritora e apenas viver minha vida, rs, mas esse seria um ato do mais covarde para alguém como eu, que vive dizendo para os outros serem felizes independente da opinião alheia, ou do quanto o caminho seja difícil.
Acho que ainda sou uma jovem de carreira exígua, tenho uma vida toda para aprender com meus próprios erros, e enquanto corrijo tudo que fiz de errado no primeiro livro (acho que farei uma postagem sobre isso, para quem estiver começando não cometer os mesmos erros que eu, rs), e tentar melhorar em Meninas de Porcelana (o segundo da trilogia).
Vou planejar melhor meu tempo, para não me dedicar demais ao meu livro e sumir aqui, ou me dedicar muito aqui e sumir por lá.
Uma boa semana para vocês, trarei novidades em breve ;)

12/07/14

O amor é bem mais do que isso! - Por Pedro Gabriel

O amor parece ter nascido aqui nesse leito sereno para depois morrer confuso, ali, no seu peito ausente. Talvez nada lhe falte e até sobre verdade sobre a mesa do jantar que não jantamos ontem. Talvez até sobre um recado no bolso do paletó, que diz que a paixão é um pequeno pecado doido para ser perdoado. Eu perdoei loucamente todos os seus pecados: um por um, dores por dores, sentimentos por sentimentos. Talvez ainda reste um resto de eu te amo enrolado neste guardanapo que roubei do balcão do meu bar predileto… Na gaiola invisível ainda ouço a liberdade se prender ao canto do curió – meu pássaro favorito! Curiosos são aqueles que querem a verdade, o que eu quero é ver, rever, berrar: reverberar!

Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro, você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois, eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.

Agora podemos ir, dobrar uma esquina qualquer, reconhecer que a vida tem seus tropeços, seus problemas e seus soluços. E soluços nada mais são do que palavras que morreram engasgadas na vontade de dizer. O tempo dirá, o remorso roerá, o cigarro apagará e eu tenho a mais absoluta certeza que outra beleza menos confusa e mais Clara amanhecerá no meu mundo para me amar como eu não te amei.

E se você foi covarde, tudo bem… Todo mundo tem suas fraquezas. Nem todo mundo aguenta ser feliz. Eu também preciso de uma Trégua…

Fique com seus romances latinos;

Eu versifico com os meus poemas batidos:

O amor é bem mais do que isso… O amor é bem mais do que tudo isso.


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Vocês provavelmente já devem conhecer a página Eu me chamo Antônio, na qual o Pedro Gabriel Anhorn, posta seus guardanapos criativos de pura poesia. Estava lendo sua página hoje, a qual não visitava há tempos, e esse texto me tocou de forma tão profunda, que senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês. 

Bom final de semana à todos ;) 

03/07/14

Os Instrumentos Mortais

Há mais de um ano atrás, fiz uma postagem (clique aqui), sobre "As peças Infernais", da Cassandra Clare. Hoje estava passando pela livraria da rodoviária, já que eu fico um tempão esperando o ônibus para vir embora pra casa, e vi na vitrine o mais novo lançamento da Cassandra, Cidade do Fogo Celestial. 
Para quem não sabe, esse é o sexto e último, livro da Saga Os Instrumentos Mortais. Provavelmente, já ouviu falar e muito nessa saga - e pode estar até de saco cheio disso - ou simplesmente não conhece, o que já acho mais difícil, tendo em vista que ano passado, foi lançado o filme do primeiro livro #querufemostambores.
Eu gosto do tipo de escrita da Cassandra, consegue me envolver e proporciona uma leitura gostosa. Vamos conferir agora um pouco sobre os livros dessa diva?
Livro 1 - Cidade dos Ossos: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. (Fonte). Para comprar: SubmarinoSaraiva. 

Livro 2 - Cidade das Cinzas:  Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.

Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai?

Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. (
Fonte). Para comprar: SubmarinoSaraiva

Livro 3 - Cidade  de Vidro: Clary está à procura de uma poção para salvar a vida de sua mãe. Para isso, ela deve viajar até a Cidade de Vidro, lar ancestral dos Caçadores de Sombras, criando um portal sozinha. Só mais uma prova de que seus poderes estão mais sofisticados a cada dia. Para Clary, o perigo que isso representa é tão ou menos assustador quanto o fato de que Jace não a quer por perto. Mas nem o fora de Jace nem estar quebrando as regras irão afastá-la de seu objetivo: encontrar Ragnor Fell, o feiticeiro que pode ajudá-la a curar a mãe. (Fonte). Para comprar: Saraiva,Extra

Livro 4 - Cidade  dos Anjos Caídos: A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo(Fonte). Para comprar: SaraivaAmericanas

Livro 5 - Cidade  das Almas Perdidas: Quando Jace e Clary voltam a se encontrar, Clary fica horrorizada ao descobrir que a magia do demônio Lilith ligou Jace ao perverso Sebastian, e que Jace tornou-se um servo do mal. A Clave decide destruir Sebastian, mas não há nenhuma maneira de matar um sem destruir o outro. Mas Clary e seus amigos irão tentar mesmo assim. Ela está disposta a fazer qualquer coisa para salvar Jace, mas ela pode ainda confiar nele? Ou ele está realmente perdido? (Fonte). Para comprar: SaraivaSubmarino

Para baixar os livros em pdf, clique aqui.
E por último, o queridinho e tão esperado, último livro da série, com capa para lá de excepcional <3 
Livro 6 - Cidade  do Fogo Celestial: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais. (Fonte). Para comprar: SubmarinoSaraiva.
Encontrei esse site: clique aqui, que postou os capítulos do livro #uhu.

O que acham da série?
Beijos <3

01/07/14

#VidaDeMudanças: Surtando

Eu já havia comentado anteriormente, nessa postagem aqui, o quanto minha vida estava errada e eu precisava me corrigir. Uma coisa que eu nem precisaria comentar, pois é óbvio, é que não é fácil não, meu camarada, e eu já estou quase surtando, rs.
É tanta coisa que tenho que mudar ainda, tanto aqui no Ser Escritora, quanto no meu outro blog, e eu ainda aceitei ser colaboradora no blog de uma amiga minha (não comecei, mas assim que fizer isso, divulgarei aqui, claro). E são tantos sentimentos que ainda devo colocar em ordem - ou pelo menos, o que sobrou deles -, a crise dos 18 anos que já está me atormentando - nem tenho 18 ainda, mas logo chega - , e é justamente por essa que você entra em um debate psicológico consigo, e se pergunta: Afinal, o que é que eu estou fazendo da minha vida?
Quantas vezes eu realmente me arrisquei por aquilo que eu queria? Ou então, disse um grande "Foda-se, não ligo pro que você pensa", pra'quela pessoa que vive metendo o dedo na sua vida sem nem fazer parte dela? Ou coisas menos bobas, como aprontar sem ligar para o amanhã, ou então, sentar e pensar no que você quer fazer pelo resto da sua vida?
 Tenho refletido muito nessas coisas ultimamente, e uma coisa que uma amiga do trabalho me disse hoje me ajudou nesse quesito: Você não tem que pensar no que você quer fazer pelo resto da sua vida. Pense no que você quer agora, você terá o resto dela para fazer muita coisa ainda. Será mesmo que funciona? Criar planos à curto prazo, e se dedicar a eles, sem se esquecer que seu futuro está aí para você fazer aquilo que quer?
É tanta coisa viu, que acho que vou ficar doida antes de fazer 18, e aí sim sentir a "água batendo na bunda", como minha mãe costuma dizer. Podemos viver mais o hoje, sem nos preocuparmos com o peso da idade, por favor? As coisas são mais simples quando não damos tanta importância à elas, mas se tem uma coisa que é certa na minha vida, é que eu preciso de uma mudança, e tem que ser logo, mas ninguém muda da água pro vinho, do dia pra noite.
E esse processo lento, é um saco. 

27/06/14

Outra chance?

Imagem retirado do We ♥ it

O celular de Antônia vibrara. Droga! Ela exclamou, tacando o aparelho do outro lado da cama. Era ele novamente, a causa de suas lembranças mais doces, e desejos mais viris. Mas também, o filho de uma bela mãe que lhe roubara todas as virtudes de seu pobre coração.
De nome, Thomas, e seus 1,72 de altura. Ainda se lembrava do cheiro de seu perfume, aromado à madeira. Sua forma de pentear o cabelo para o lado esquerdo, o gel em excesso escorrendo para sua nuca. Era um homem atraente, embora não valesse nenhum vintém do impacto que seus grandes olhos azuis, e o efeito que causava nas mulheres. 
Eles haviam terminado há pouco mais de um mês, deixando aos prantos o coração de Tonha. Arrasada, inconformada, e todos os adjetivos negativos que vocês puderem imaginar para essa desilusão amorosa que ela sofrera. 
Na mensagem, Thomas se dizia arrependido e queria uma outra chance. 
Uma outra chance de mostrar o quanto sou trouxa se eu cair nessa mais uma vez, pensou ela, irritada.
Dizia sentir saudades do seu beijo, e da forma como o amor dos dois fizera bem à eles, de um jeito que ele nunca mais conseguiria com ninguém que conseguisse causar nele todo o impacto que ele sentia por seu toque. Thomas sempre soubera as palavras certas para fazê-la delirar, assim como sabia que um sorriso seu derreteria até a pedra de gelo que havia se formado no coração dela.
Ela pegou o celular novamente, e releu tudo o que ele havia lhe mandado. Talvez ele não tenha sido tão ruim assim... e se dessa vez ele puder acertar? E se ele tiver realmente mudado? 
Esses pensamentos a invadiam involuntariamente. Tentava não cair naquela tentação, mas a lembrança de seu toque a fazia delirar. Eu não posso fazer isso. Não posso, não devo, não vou me render ao doce sabor dos beijos dele, ou... 
Antes que pudesse pensar duas vezes, ela respondera a mensagem.
Me encontre hoje pôr do sol, no local do nosso primeiro beijo. 
Era o que dizia. Talvez não devesse ter tomado aquela atitude, não poderia se permitir quebrar a cara novamente, mas duvidava que ele se lembrasse daquele lugar. Ele não vai lembrar onde demos o primeiro beijo, não devo me preocupar com isso. 
As horas pareciam séculos a passarem. Ela se arrumava com o ânimo de uma garota em seu primeiro encontro, mas parecia que era a primeira vez mesmo, novamente. Daquela vez, ela não queria parecer uma menininha frágil, mas uma mulher.
Saiu de casa, dirigindo seu carro no maior estilo "pronta pra batalha". Estacionou o carro, perto da barraquinha do tio da Raspadinha. Há anos ele estava ali, mas ela nunca se dera ao trabalho de perguntar seu nome, talvez fizesse isso em outra hora, se naquele momento não estivesse mais interessada em saber se o idiota do Thomas se lembrara daquele lugar que havia sido tão especial para ela. Para eles, na verdade.
Ali, foi o local onde ele havia levado ela, e dito que se ela fosse sua, ele seria o cara mais feliz do mundo. O lugar onde um dia fizeram juras de amor, as quais ele mostrara serem falsas quando descobriu sobre a outra. A pobrezinha da amante também não sabia de nada, nem que ele era comprometido, nem que as juras que fazia para uma, eram as mesmas que fazia para a outra.
Palhaçada, eu não deveria estar aqui. Seus pensamentos estavam quase se tornando revoltosos, quando viu ao longe, o sorriso que tanto conhecia.
Thomas estava andando em sua direção. Usava um terno escuro que enaltecia o brilho de seus olhos, o cabelo elegantemente desarrumado e um botão de rosas entre os dedos.
Se esse cretino quisesse me comprar com flores pra corrigir seus erros do passado teria que comprar a Floricultura toda. Pensou ela, entre alegre por revê-lo, e nervosa por não saber o que fazer.
- Fico feliz por você ter vindo. - ele disse, sorrindo intensamente com os olhos. Quem visse a cena, até pensaria que ele era um bom moço.
- Fico surpresa por você se lembrar de onde tivemos nosso primeiro beijo. - ela exclamou, cruzando os braços na frente do peito.
- Não consigo me esquecer de nenhum detalhe em relação à você. - disse ele, tocando em suas madeixas daquele jeito com que só ele conseguia fazê-la delirar.
- Thomas... - ela pegou sua mão, afastando de si. - Para com isso. Não vim aqui voltar com você. Só quero saber o que tem a me dizer.
- Eu quero outra chance. De te mostrar que dessa vez pode ser diferente. - ele tocou-a novamente, puxando seu corpo para si. Ele sempre tivera uma lábia boa, e isso a levara a um final mais triste do que todos os bons momentos que tinham vivido juntos. Tomou os lábios dela para si, e beijou-a.
Merda, merda, merda! Ela pensava enquanto se deixava ser consumida por aquela situação. Não poderia se deixar ser controlada por ele novamente. Ela se deixara ser sucumbida por todo o sentimento que ainda existia, e se entregou por alguns segundos.
Quando o beijo estava atingindo seu ponto máximo de prazer, ela o empurrou com força. Ele a encarou, surpreso.
- O que você tá fazendo? - questionou ele, confuso com a atitude dele.
Tonha o encarou de baixo à cima, com uma expressão facial de novo:
- Me desculpe. - respondeu ela, cuspindo cada palavra em sua face. - Mas eu sou muito pra você.
E deu meia-volta, sem nem olhar para trás, enquanto ele a encarava de jeito pasmo.
Talvez estivesse errada, mas sua consciência lhe dizia que foi o melhor a fazer, afinal, por que daria uma segunda chance para alguém que não soube nem aproveitar a primeira que teve? 

23/06/14

Entrevista com a leitora: Amanda Bassuli

Fã de Paulo Coelho, Nicholas Sparks e Augusto Cury, Amanda de Liz Bassuli é uma jovem escritora, que com apenas 14 anos de idade, já realizou o que para muitos é um sonho distante: a publicação de seu primeiro livro.
Diferente da maioria das entrevistas que eu trago para o blog, ela é uma leitora e nos conhecemos na página de facebook do blog. Ela é uma garota incrível, adorei tê-la conhecido.
Abaixo, confiram a entrevista <3
1.: Para quem ainda não conhece seus livros, fale um pouco sobre “Deus fez você pra mim”?
Então, o nome mesmo já passa para o leitor, a sensação de ser algo muito especial. Deus fez você pra mim, foi meu primeiro livro que narrou a história desde meus 10 anos até os 14. Eu escrevi em homenagem à Mara Waltrick, que foi minha Professora de Língua Portuguesa em 2010. Porém, com o decorrer do tempo, Mara foi deixando de ser uma simples educadora e passou a ser o Anjo da minha vida. É ela que me inspira nas obras literárias, nos sonhos, na vida... Gostar de uma professora é algo muito comum, mas encontrar num simples ser humano, a metade de sua alma, isto é raro. E neste livro, eu conto como nos conhecemos, quando e de que forma ela me ajudou e vem me ajudado nos obstáculos que a vida me impõe. É um livro feito com muita realidade e emoção, tudo ali presente, eu vivi e senti! E ao decorrer do livro, eu mostro como uma simples pessoa, pode se tornar a coisa mais incrível de sua vida!
2.: Quando você viu que havia necessidade de passar para o papel tudo aquilo que sentia em relação à Mara? Quais obstáculos teve que enfrentar tanta na criação, quanto publicação do livro? 
Eu sempre escrevi muito bem, sempre tive facilidade em desenvolver produções textuais, críticas, crônicas, enfim... Eu estava passando por um momento muito difícil em minha vida. Foi então que uma amiga, Simone Moreira, que também é escritora, me propôs a ideia de um livro. Então eu pensei: "Mas livro sobre o quê?". Então eu pensei que escrever sobre alguém que me fazia bem, seria uma saída deste labirinto de emoções pelo qual eu estava passando. Foi neste momento em que comecei a registrar minha história. Durante a criação do livro, eu enfrentei obstáculos como o preconceito. As pessoas diziam: "Escrever? Que perda de tempo." E eu me sentia muito inferior ao ouvir isso. Já na publicação, meu maior obstáculo foi a escolha da data, era época de ENEM e as pessoas estavam muito ocupadas.
3.: Como soube lidar com as críticas e a continuar perseguindo seu sonho? Para mim, há dois tipos de críticas: A crítica que te constrói e a crítica que é feita na tentativa de te derrubar. E era isso que as pessoas tentavam fazer, me derrubar! Porém eu sempre pensava assim: "O meu dia vai chegar!" E chegou mesmo. Eu pude mostrar que escrever não é perda de tempo, e que este era o meu dom, a minha qualidade. Então quando me criticavam, eu apenas ignorava, pois sabia que eu estava fazendo a coisa certa e que o sucesso seria a consequência de tanto esforço.
4.: No seu atual projeto, “Por toda a eternidade”, qual a mensagem que pretende passar para o público? Pretendo mostrar as pessoas, que tudo tem uma razão, mesmo que não saibamos a compreende-la. E que a vida é um grande jogo de ganhos e perdas.
5.: Falar sobre traição, ainda mais de amigos, é algo que vem apresentando dificuldade para você? Atualmente, não. Mas isso já aconteceu muito em minha vida.
6.: De onde surgiu tanta inspiração para escrever? Se baseou em si mesma, ou talvez, na história de alguém próximo? Acho que a inspiração é a consequência da escrita. Quando eu escrevo, sobre qualquer tema, eu busco inspiração em tudo. Nas histórias que já ouvi, nos problemas que já consegui enfrentar ou até mesmo em algo que já li. Eu sou do tipo de pessoa, que para, vê uma pedra, e se inspira. Ás vezes eu olho para o céu, e recebo uma carga de inspiração. Fico feliz quando as emoções fluem, eu me sinto melhor e escrevo melhor.
7.: Como seus familiares e amigos lidam com todas as suas conquistas? Te apoiam? Meus familiares não entendem que Ser Escritora é algo que eu amo e que faz parte de mim. Não buscam opinar em minhas decisões, eu mesma não gosto que isso aconteça. Mas meus amigos, ele me ajudam, me dão apoio e sempre me aconselham a continuar. Muitos deles até brincam dizendo: "Quando você for famosa, lembra de mim!" Eu gosto da situação. Acho importante ter amizades, que além de verdadeiras são primordiais.
8.: Para finalizar, deixe alguma mensagem para todos os leitores. Agradeço a vocês por fazerem o mundo girar. Quem lê muda o mundo com sua cultura e inteligência, fornece a sua mente uma proporção maior. Não desistam de seus sonhos. Se você é capaz de sonhar, é capaz de realizar! A vida é uma chance que recebemos, não devemos desperdiçá-la. Um grande abraço!

22/06/14

2 anos!


2 anos. Você se lembra o que estava fazendo há dois anos atrás? Onde esteve ou com quem? E se for mais além, e tentar buscar em sua caixa de memórias o que tem feito durante todo esse tempo? Das pessoas que faziam parte do seu cotidiano, e você jurava que seriam para sempre, quais dessas ainda continuam contigo? Pode ser deprimente ver a quantia que se foi, mas também existem aqueles que surgiram, e você nunca se imaginou sem.
Já pensou nas oportunidades que deixou passar? Em todas as noites de sono ruim, ou todas as madrugadas que virou nesses dois anos para conversar com aquele alguém especial? Ou quantas vezes você não mudou de paixões durante esses anos, pois não havia conhecido ainda o seu amor? Ou talvez, numa dessas voltas perdidas da vida, seu caminho encontrou-se com o da pessoa que é capaz de colocar o riso mais sincero em seu rosto e te fazer voar em terra?
Você conseguiu conquistar a pessoa que gostava, ou percebeu que certas coisas, por mais que queiramos, é melhor que não aconteçam?
A vida está em constante metamorfose, dois anos pode-se parecer um tempo curto sem pouco proveito para quem olha apenas o geral, mas para as mentes mais minuciosas, que sabem guardar cada detalhe pequeno, é tempo suficiente para perceber as coisas extraordinárias que aconteceram. A diferença entre o belo e o trágico, depende da forma como você vê as coisas que acontecem ao seu redor.
Agora, ouse ir mais além, e pensar em uma coisa: Qual pequena atitude você tomou dentro desses dois anos, que mudou sua vida para sempre?
Em algum momento da sua existência, você já deve ter percebido que foi tomando um caminho errado, alguns minutos atrasado, uma pedra da você teve que desviar, alguma revista que você abriu ao acaso, ou seja lá o que tenha acontecido, e foi justamente esse momento bobo, sem aparente importância, o que fez com que você conhecesse determinada pessoa, ou talvez, o ponto de partida para que algo extraordinário, e inimaginável, acontecesse em sua vida.
As vezes, a vida simplesmente nos surpreende com esses pequenos momentos, que rendem grandes histórias.
Consegue imaginar como teria sido se você não tivesse feito aquele caminho errado? Talvez não tivesse acertado tanto. Pois bem, a vida é cheia de ironias, e foi numa dessas que eu mudei. Que você mudou, e que nossas vidas deram uma reviravolta gigantesca, por um ponto de partida que nem deveria ter existido.
Dois anos de blog está sendo o máximo que já consegui. Todos os outros que tive não passaram de meros seis meses, mas o que se pode aprender em dois anos, é que, embora quando tudo começa a dar errado o caminho mais fácil seja jogar pro alto e começar de novo em outra direção, é que quando você escolhe o caminho certo, seguir em frente apesar de todas as dificuldades, sempre será a melhor opção, é uma questão de adaptação.
Aprendi a não desistir do blog, mesmo quando parecia a coisa mais sensata a fazer, e digo que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito a mim mesma. Toda ação atrai uma reação diferente, não sei como estaria se não fosse esse espaço para me fazer crescer como pessoa, e ser meu psicólogo particular. Todos precisamos de um refúgio, e eu já construí o meu.
Mas a última coisa que me pego pensando, e talvez mais importante: Como estaria minha vida hoje, se eu nunca tivesse criado esse blog? As pessoas que eu teria deixado de conhecer, o mundo vazio que seria. Todo vazio precisa ser preenchido, e é justamente escrevendo, que eu preencho o meu.
À todos os leitores, obrigada por esses dois anos maravilhosos, e espero que muitos ainda estejam por vir.
 

Código base por Thays Bueno, modificado por Emily Caroline. Tecnologia do Blogger.