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Ser escritor(a)

27/07/15

Carta aberta ao irmão


Caro irmão, 

Pensei, por muito tempo e em ordem linear, as coisas que eu gostaria de lhe dizer. Coisas que seria conveniente relembrar, como alguma briga na infância; ou dizer o quanto o tempo e a maturidade nos fizeram bem, por não precisarmos mais brigar como antes. 

Pensei, e cheguei à conclusão de que não há muito a lhe dizer, mas acima de qualquer coisa, agradecer. Por tudo! Pela presença em minha vida. Constituir uma família não é tarefa fácil, mas por anos nossa família tem sido eu, você e a nossa mãe. E pense só, esse ano será o último antes de você ter uma nova família. A sua família! E tudo bem, sabíamos que uma hora ou outra isso viria a acontecer. 

Lembra quando cantávamos no karaokê do DVD lá de casa, vez ou outra com os primos reunidos? Ou então, todas aquelas vezes que eu fazia você ir até a cidade vizinha para comprar figurinhas para o meu álbum do High School Musical? (Quantos anos eu tinha mesmo? Parece que faz tanto tempo). Só sei que da última vez que pedi que comprasse aquelas figurinhas para mim, foi a mesma tarde em que o vovô morreu. 

Olhe só o quanto crescemos desde então. E a vida nos tem impulsionado a viver caminhos diferentes, tão distantes um do outro, mesmo morando ainda na mesma casa! A vida é assim, não é? Podemos lutar lado a lado, mas lá na frente, os caminhos se desviam. 

Crescemos, mas por dentro, nunca deixaremos de ser aquelas duas crianças que vez ou outra brigavam, mas sempre faziam as pazes, pois não existem irmãos que não possuam desavenças. E por mais que elas não sejam tantas agora, uma dia ficarão apenas em nossas memórias. 

Agradeço à você, por tudo o que já me fez. E nesse ponto, se eu for exemplificar, levarei uns dois textos mais para concretizar. Mas, quero que você saiba, que existem irmãos que fazem um papel de pai - melhor do que muitos pais - na vida de suas irmãs mais novas, e tenho a certeza de que você é um deles. 

Por todos os puxões de orelha - confesse que em uns casos, eu mereço. Por todas as vezes em que você conseguiu me compreender, e pelos momentos em que confiou em mim para contar coisas que não são fáceis de se dizer para qualquer pessoa. 

Por você ser quem você é, desse jeito incrivelmente oposto à mim, mas que me completa. Pelo seu carisma que consegue alegrar o dia de qualquer pessoa (vez ou outra, irritar. Mas, convenhamos, isso faz parte!). Pela juventude que existe dentro de você. Por todos os sonhos que você tem, e na capacidade que possui para persistir em cada um deles. 

Por ser essa pessoa que eu admiro tanto, em todas as suas virtudes e defeitos. Por ser alguém tão presente, persistente e que me ensinou a batalhar por aquilo que se quer. 

A vida não tem sido fácil, mas ter você como irmão, é uma das coisas que faz cada dia valer a pena. 


(Feliz aniversário, Anselmo! 
Sua irmã, 
Ju Rodrigues.)

23/07/15

Você quer mesmo fazer uma única coisa o resto da sua vida?

Se cada chave representasse um sonho, você escolheria uma chave só, ou iria preferir ser um colecionador delas? 

Você já teve que tomar uma decisão que mudaria todo o rumo da sua vida? Já se sentiu perdido e confuso no meio da decisão? Está quase louco por causa do vestibular e não sabe o que vai fazer da vida caso não passe, ou não encontre o curso ideal para você? Ora, meu caro, essa postagem foi feita para você, que vive de sonhos e perdido no caminho. 

Há quase três anos, eu tomei uma decisão importante para o meu futuro: Queria fazer faculdade de Economia. Sempre gostei de Economia. E durante anos, tive a convicção de que esse era o curso ideal para mim. Já pesquisei tudo que você pode imaginar sobre isso. Tenho até livros sobre o assunto. 

Mas então, o último ano do Ensino Médio chega. Como se não bastasse aquele sentimento nostálgico de "Poxa, já se passaram quatro anos" (Não, eu não repeti nenhum ano. Na minha escola são quatro anos mesmo!). E você percebe que todas as pessoas que estiveram com você no decorrer dessa caminhada, irão para caminhos diferentes, farão coisas diferentes. 

Olhando de fora, pensamos que todos estão tão decididos, e só nós somos os perdidos. Mas no fundo, a maioria não sabe o que fará depois que o último dia de aula acabar. Estamos todos no mesmo barco furado torcendo para não naufragar. 

E mesmo que você já tenha decidido qual curso fazer, provavelmente não terá muita ideia do que pretende seguir pelo resto da vida. Afinal, uma faculdade abre caminho para diversos horizontes. Você poderá começar algo e perceber que não é aquilo que quer. Trancará o curso, irá para outro. Pode até ir ao fim em alguma graduação, mas no final, perceber que você não vai querer trabalhar naquela área. 

Mas, se tem uma coisa que eu acredito, é que quando você encontra sua verdadeira vocação, não se imagina fazendo nada a não ser aquilo. Já pensou em qual é a coisa que quando você faz, não gostaria de estar fazendo outra coisa? 

13/07/15

E se...?


E se o céu não for mais azul
E a neblina encontrar o amanhecer.
E se o sol cruzar com a lua
E o eclipse acontecer?

E se os bancos vazios dos ônibus
Nada mais forem do que as almas
Deixadas para trás.
E se a vida fosse maior
Do que o amor que lhe satisfaz?

E se na delicadeza
Do voar uma borboleta
Você encontrasse o seu bater de asas
E reclamasse menos por achar
Que ainda não deixou o casulo?

E se o futebol de botão
Representasse a marca da sua infância
Que você dividiu com seu irmão
E hoje já não divide mais?

E se você descobrisse
Que vem levando uma vida
Toda errada.
Que em nada se encaixa
Em quem você é!

E se...

E se você se sentisse
Menor do que uma gota no oceano.
Mas não soubesse
Que o oceano não mais é
Do que várias gotas juntas. 

E cada gota, 
Tem um valor único
Para o volume total 
Da imensidão toda no oceano. 

E se você quisesse gritar
Mas sem a intenção de ser escutado.
E se quisesse chorar,
Mas que nenhuma lágrima em seu pranto
Fosse derrubado.

E se a vida fosse mais do que isso?
E se a vida fosse mais do que você pode ver.
Mais do que pode notar.
Mais do que pode tocar.
Escutar.
Amar.
E viver.

E se a vida,
fosse tudo aquilo que você pode ser,
Você seria? 
Ou lamentaria pela neblina ter encoberto a estrada,
Pelo sol não ter encontrado a lua.
Por você não ter a vida que quer
Para chamar de sua?

02/07/15

O amor vem com o tempo!


Ouço suas lamentações com o mesmo carisma de sempre. Você, se lamenta comigo, sobre os mesmos assuntos. De sempre. Como sempre.  Não gosta de estar sozinha. De ser a solteira no meio de tantos amigos que namoram. De ser a agulha no palheiro remexido. Sei como se sente, amiga, mas sinceramente, se me permite dizer, todo esse drama não vai mudar nada. E para você também não, meu caro! 

Você quer um amor, e parece ter uma certa pressa para que isso aconteça. Sabe, aquele imediato de início de relacionamento, que pula a fase primordial de descoberta, e já quer ir direto para as "quintas de final", pois você quer seu amor tão logo e imediato quanto um café quente, antes mesmo de passar o coador. Mas, essas coisas não acontecem do dia pra noite. O processo é lento, você tem que ser paciente.

- Sabe, Ju, já me cansei de nunca dar certo com ninguém...
- Pare de frescura, menina! - respondo, em um ímpeto de impaciência, mas volto meu olhar para suas pupilas marejadas em lágrimas, e acrescento. - Uma hora, tudo na vida cansa. De amar demais e receber de menos. De tentar, e não atingir. De sofrer pelos mesmo motivos. Mas quando isso acontece, renove sua fé no amor!  

Mas veja bem, isso também não significa esperar pelo resto da vida de braços cruzados, esperando o mundo girar ao seu redor, enquanto você não se move. O amor, vem com o tempo, mas também, com a convivência, o cultivo diário de carinho, e uma pitada de despretensão. Ninguém ama intencionalmente! Não se conhece alguém já sabendo o quão especial e importante ela será na sua vida, qual será a intensidade dos sentimentos de ambos um dia. 

Não se pode amar ninguém à primeira vista. Já viu aqueles filmes de comédia romântica, que o casal se conhece em um dia, uma semana depois já estão fazendo juras de amor eterno, e um mês após, já se casam e vivem... o que? Felizes para sempre? O amor não é aquilo, e não tente provar o contrário! É mais do que uma mera atração, mero interesse. Meras coisas, que podem ser chamadas de qualquer coisa, exceto, amor. 

- Eu não sei se consigo mais ter fé nisso... 
- Sempre haverá vida após o amor para você tentar uma vez mais, lembra? - ela assente, e eu prossigo. - Então não deixe que meios amores estraguem aquilo que virá por inteiro. Se não deu certo, é a vida te preparando para o que virá, e será o amor verdadeiro. Adequado! Aquele que completará em você aquilo que lhe falta. 

Com o tempo, você pode se dar conta de que o amor é uma junção de todas as partes quebradas que os amores passados deixaram em você. Se aprende a amar, simplesmente amando. Isso não é nada surpreendente, mas a vida é desse modo. E acredito que ninguém perca por amar demais, e que a vida é um reflexo das coisas que você dá a ela. Quanto mais você ama, mais isso retorna em forma positiva para sua vida. 

O que quero dizer, é que as chances são mínimas para quem acha que amor é entregar-se de corpo e alma à um relacionamento amoroso por mês, achar que ama verdadeiramente em todas elas, e tenta manter-se intacto como se um relacionamento não acrescentasse nada ao outro. Mas, amar de verdade, é ter a leveza no olhar para encarar cada amanhecer como uma nova oportunidade de encontrar aquele alguém. 

- Mas e se eu não conseguir mais acreditar?
- Então pare de frescura! Que coisa! A vida se renova todo dia. Certo? Então em um dia desses, simplesmente acontece. 

Amar de verdade, é encontrar aquele alguém que, mesmo conhecendo todo o passado dele, você ainda se encanta com as pequenas coisas que o torna tão especial. É gostar de suas qualidades, mas acima de tudo, amar e aceitar seus defeitos, pois todos os conjuntos são ligados pela mesma intersecção. Mas, acima de tudo, o amor verdadeiro é aquele que você não desistirá nem nas piores tempestades que vocês tiverem que enfrentar no mesmo barco. 

Você irá lapidando com o tempo aquelas pontas imperfeitas, adequando-as à sua maneira. E pode acreditar em mim, que por mais difícil que seja amar alguém, sinceramente e de todo seu coração, alma e despretensão; um dia essa pessoa chegará para transbordar seu coração. Mas não se apresse, meu bem, o amor, vem com o tempo. 

O tempo, e a sua disposição em aprender a amar. Em permitir-se ser amado! 

22/06/15

Qual o seu sonho?


Notei que gostaria de ser uma escritora, quando via tantos livros que meu pai tinha em sua estante, mas eu ainda não sabia lê-los. Meras palavras desconhecidas para mim, uma criança que aprendeu a ler mais tardiamente do que as crianças da própria idade. Queria dar forma às ideias que emaranhavam minha mente, mas não sabia escrevê-las. Já queria ser uma escritora antes mesmo de saber escrever.

Tempos mais tarde, me vi percorrendo os olhos pelas páginas majestosas dos livros de capa dura de enciclopédias. Ou, aqueles gibis da Turma da Mônica que sempre que dava, meu pai trazia um para mim. Me divertia com as folhas desenhadas do Maurício, tanto quanto com aqueles livretos de contos de fadas. Ah! E como se não bastasse, era louca para chegar logo o dia em que eu teria a coragem de ler um livro maior. Sempre paquerei Frankestein da estante, enquanto olhava de esguelha para O Médico e o Monstro. 

O primeiro livro da minha vida, não foi nenhum desses. Não, Senhor! Foi aquele livro semi novo do Ignácio de Loyola Brandão que eu havia ganhado do meu primo. Cadeiras proibidas! Contos com gostinho brasileiro e levemente fantásticos. Anos depois, quando entrei no Ensino Médio, consegui um autógrafo do autor para a minha edição semi nova de seu livro. 

Ah, e abandonei os brasileiros por um tempo. É elementar, meu caro, que conheci gêneros capazes de remexerem com tudo que havia dentro de mim. Romance policial? Fala sério! Como não desejar ter a perspicácia do Hercule Poirot, e a personalidade do Sherlock Holmes? Ou, até ficar meio neurótica tentando imitá-los. Mas se dar conta de que dedução não é bem seu forte, embora tenha perspicácia e personalidade suficientes para ternar-se uma detetive. 

Notei que gostaria de ser uma escritora! Foi aí, então, que isso voltou a acontecer. Só ler livros? Não! Isso não é suficiente para mim. Preciso colorir cada borboleta que permeia meu estômago. Dar novas formas a elas, e brincar com cada uma. Sempre precisei escrever. E imaginar. E escrever imaginando outras possibilidades de realidade para fugir desse vazio tão incólume que costumava ser o meu quarto, quando eu despia minha alma e tinha um encontro íntimo comigo. Quando, eu olhava para mim mesma, e não via a nada. Apenas, um enorme vazio, que preenchia-se a cada toque que meus dedos davam na caneta, e através de uma letra trêmula, escrevia certo por linhas tortas, meras palavras que invadiam minha mente juvenil. 

Precisava encontrar uma razão para mim mesma. Então, desde cedo, comecei a escrever. Ou talvez, o grande encontro tenha ocorrido naquela tarde em que fui numa banca de revistas. Vi uma, daquelas para adolescentes, e resolvi levar. E veja bem, para alguém que sempre gostou de escrever e havia encontrado em Harry Potter uma paixão gigantesca, ter encontrado justo naquela edição da revista uma matéria falando sobre a Floreios & Borrões, site no qual fãs postavam estórias alternativas sobre a Saga. 

Foi ali, que notei que possibilidade de ser uma escritora. Mas isso, como profissão, não mais como um hobby para fugir da realidade aterradora que me cercava. Pensando bem, sempre tive grandes motivos para ser escritora. Já lhe contei da vez em que minha tia me presenteou com uma máquina de escrever? E a primeira coisa que eu fiz foi testá-la de diferentes formas possíveis. Foi escrever bobagens aleatórias, e até mesmo, uma versão mais divertida para Os Três Porquinhos. 

Dizer que ganhei uma máquina de escrever na infância, faz com que eu pareça uma velha. Mas eu tenho apenas 18, e sonhos que ultrapassam os limites de idade. Mas, me entenda bem, a máquina de escrever foi o primeiro contato direto que tive com a escrita. E isso foi à 10 anos atrás. Já posso parecer uma velha para você? 

Por volta dos meus 14 anos, tive a certeza mais absoluta de que a não havia mais jeito. Não tinha como fugir, pois as palavras já haviam me prendido em uma grossa corrente. Haviam me prendido, ao desejo mais do que aterrador de ser uma escritora. 

Notei que gostaria de ser uma escritora, quando aos 14 anos, eu não queria uma festa de 15! Não, meu caro! Não que tivéssemos condições para isso, mas a única coisa que desejei quando meus tão sonhados 15 anos se aproximavam, era poder ter um espaço só para mim, para passar aquele dia fazendo a única coisa que minha alma tão ansiava: escrever! 

Mas o destino me surpreende com suas ironias. Veja bem, eu não poderia controlar os eventos catastróficos que se sucederam, mas a minha avó materna veio a ter um AVC justo dois dias antes da bendita data. Que os céus a tenham nesse momento! Mas aquilo foi um choque para a família toda. Pois é! Horrível! Mas devo lhe confessar agora, algo que nunca disse para ninguém: assim que o relógio deu Meia-noite, para o dia em que finalmente eu faria 15 anos, abri o bloco de notas do meu celular. E ali, comecei a encher algumas linhas rapidamente. Aquele, seria o primeiro esboço do meu livro. Hoje em dia, ele já está pronto. 

Bem, praticamente! Então, um tempo depois, já não contendo mais aquela vontade avassaladora de escrever, mas não apenas para mim, decidi por fazer um blog. Há exatos três anos atrás. E tenho que confessar que essa tem sido uma experiência gratificante. Aprendi tanto! E levando em consideração alguns e-mails e comentários que recebo, posso perceber que alguns de vocês também levaram um pouco de "Juliana Rodrigues" para suas vidas. 

Ou através dos textos. Ou pelas dicas. Mas de qualquer modo, sou grata por ter feito parte de você. E por você, ser uma parte de mim também. Algum tempo atrás, criei uma pasta em meu e-mail intitulada "Leitores". Todos os comentários do blog que chegam lá, eu encaminho para essa pasta. É uma forma tão simples que encontrei para manter cada um de vocês, mais perto de mim. Olha só, escrever pode ser minha paixão, mas sou grata por ter cada um de vocês por aqui. Para não desistir. 

Afinal, quando a vida pesar, o jeito é apenas persistir. Insistir. Mas nunca desistir. E se me perguntar qual é o meu sonho, apenas leia o título do blog. Ele já traduz exatamente quem sou. Quem fui e quem ainda serei!

Uma escritora.
Quem sempre fui,
Mesmo que por vezes,
Não tenha sido capaz de notar.

Uma escritora. 
Quem sou, 
E sempre que fujo das palavras,
Elas me envolvem em poesia.

Uma escritora. 
Quem sempre serei.
Até mesmo,
Quando papel e caneta
Já não existirem mais em meu alcance.

Uma escritora.
Por refúgio à uma alma alvoroçada.
Uma escritora,
Por amor, que alvoroço algum
É capaz de refugiar.

Hoje, o Ser Escritor(a) completa três anos. Três anos de blog. Uma vida pela escrita.
Parabéns à mim, por nunca ter desistido do blog, apesar de deixá-los às moscas de vez em quando, mas esse espaço sempre será meu maior refúgio. 

E obrigada à você, sim, você mesmo, meu leitor, por ser o principal motivo pelo qual nunca desisti. Cada comentário (conforme os poucos que consegui colocar na imagem), demonstra o quanto é importante receber esses comentários de vocês. E olha, já tive diversos negativos também. Isso é normal.  Mas sempre que sinto que devo desistir, vou na pasta Leitores do meu e-mail, e sinto-me renovada por essa força maravilhosa que vem de vocês. 

E se você estiver sentindo a vida pesar mais uma vez sob seus ombros, apenas persista. Insista. Mas nunca desista. Nunca se sabe onde suas atitudes te levarão. Assim como, nesse momento, penso em algo que sempre me invade à mente: E se eu tivesse desistido do blog? 
Provavelmente, não teria conhecido pessoas maravilhosas, que mudaram minha vida para sempre. Por isso, sempre mantenho comigo meu mantra: Persista. Insista. Mas não desista. O pior que pode acontecer, é você atingir além daquilo que havia imaginado. 

19/06/15

Isso te surpreende?


Confesse que sim. Pois eu sei, que lá no fundo, mesmo já tendo suas suspeitas do que poderia estar acontecendo comigo, te surpreende saber que o motivo, é você.
Acho errado eu ter que lhe dizer uma coisa dessas. Justo eu. E logo pra você. Mas, mais errado do que dizer-te isso, seria não poder fazê-lo. 

Algo que aprendi amando, é que na vida sempre nos arrependemos mais das coisas que deixamos de dizer. Só espero não me arrepender disso. Há tanto que tenho guardado, mas palavras suficientes não me vêem a mente para expressar. 

Eu não preciso citar seu nome para que saiba que esse texto pertence à ti. Então não se acanhe comigo. Tudo pode estar confuso e tumultuado, mas saiba que sempre teremos aquele carinho um pelo outro. Só que agora, as coisas mudaram, e por mais difícil que seja para você, não me deixe sozinha com tudo isso. 

Deve ser mais fácil para você fingir que a tempestade não está acontecendo, a ter que enfrentar essa chuva ao meu lado. E tudo bem. Não o julgo por isso, mas estou me sentindo sozinha no meio de tudo isso. Poderia ficar ao meu lado?

Tudo bem! Vamos organizar cada pensamento, e colocar os sentimentos à mesa. Se tudo aquilo que sinto fossem estrelas, jamais conseguiria organizá-las em uma constelação. Mas eu tento. Pois até mesmo o céu mais carregado, tem a Lua no meio para amparar. 

Olha só, querido, eu sei que sou complicada. Confusa. E até mesmo grossa, vez ou outra. Mas, quando tenho convicção de algo, nada pode tirar aquilo de meu peito. 

E, mesmo nunca tendo demonstrado que posso ser uma boa pessoa quando assuntos do coração vêm à tona, preciso lhe dizer que temos grandiosos motivos para, dessa vez, darmos certo. 

Fala sério! Não acho possível que nunca tenha notado que eu sou praticamente a forma exata daquilo que você procura em um relacionamento. Jura que nunca pensou nessa possibilidade? Pois de uns tempos pra cá, é o que minha alma anseia. 

E tenho estado inquieta com tudo isso que me queima no peito. 

E se o fato de ser aquilo que você procura não for grandioso o suficiente, digo-lhe que temos algo único. Forte o suficiente para durar. Bom o bastante para dar certo. Ou, talvez, o nosso medo seja justamente o de estragar algo que por si só já é grandioso e bom o suficiente? 

Nunca  saberemos onde nossas atitudes irão nos levar. Mas como havia dito, costumo me arrepender mais daquilo que deixo de dizer. Das coisas que são intragáveis e não consigo descer goela abaixo. 

Essas são as coisas que me assustam: mais do que saber qual será a reação de outrem por uma demonstração de amor piegas, é deixar de dizer. Evitar dizer algo com medo da reação de outra pessoa, não é para mim, então pera lá, independente do que seja daqui pra frente, não me arrependo. Quero mais que saiba mesmo. Mesmo! 

Quero poder olhar no fundo dos seus olhos, e buscar aquilo que está no fundo dos meus. Se os olhos são o espelho da alma, os meus devem estar lhe dizendo muita coisa.
E se o fato de nós dois sermos exatamente aquilo que procuramos num relacionamento, não for grandioso o suficiente, posso lhe dizer que estou ao seu lado. Que quero estar ao seu lado. E sempre estarei quando precisar. E quando não precisar também. Aliás, inclusive. É justamente quando você acha que não precisa de mim, que tu mais precisa. 

Se tudo isso não for o suficiente, digo-lhe que te compreenderei. Mesmo quando ninguém mais puder. Mesmo quando ninguém mais quiser. Eu estarei aí por você, para compreender cada pedacinho de sua alma. E tentar mascarar seus sofrimentos. 

Mas, se ainda assim, não for o bastante, posso lhe dizer que serei aquilo que você sempre quis. Que já sou. Mas serei ainda mais. Acima de tudo! E se mesmo depois de tudo que tenho a lhe dizer, que posso lhe demonstrar, não for o suficiente para você, quero que saiba que podemos ser bem mais felizes do que já somos, se estivermos juntos, e nossas exatidões derem certo em uma conta de mais. 

Posso estar errada. Mas, se amar alguém nessas circunstâncias for errado, você se permitiria errar comigo?

16/06/15

Quem diria que viver daria nisso?


Pode olhar para os lados. Para frente. Para trás. Mas seja como for, você nunca poderia imaginar que viver, afinal, te levaria até esse canto só seu, onde está agora. É o seu espaço. E ninguém pode lhe tirar isso.

Pode cruzar outra Avenida. Chegar ao arranha-céu mais alto da região metropolitana. Subir à cobertura, apreciar a vista. Visão tão bela da imensidão do topo de um prédio. Tal, o momento mais alto do mundo. Do seu mundo, nesse momento. Lá pra baixo, ruas se cruzam com tamanha perfeição, como se elas sempre tivessem estado ali, mesmo quando não havia cidade.

Semáforos se abrem em sincronia, mas do outro lado, sempre haverá algum que fecha . Carros ultrapassam seus limites. Pedestres caminham livremente pelas ruas, sem temerem que algo ruim possa vir a lhes acontecer. O caminho é estreito. Mas todos passam perfeitamente por ele. Pois não temem a vida. Não temem à morte. E nada pode se fazer quanto, pois quem diria, algum dia sequer, que viver daria nisso? Nisso tudo. Essa imensidão corriqueira, que é o estar vivo.

Pode seguir o caminho à pé. Descer do topo do prédio pelas escadas, pois cada degrau é um suspiro a mais em seu peito, e elevador não traz emoção. Pode ir para um lado, ou escolher o caminho inverso. Seguir em frente. Ou recuar. O que não vale, e ficar imóvel por muito tempo num mesmo lugar. A vida cansa quando paramos DEMAIS para descansar. E da vida, já basta de gente que prefere parar na sombra, do que manter a caminhada, mesmo que o Sol lhe bata na face.

Pode tratar de fazer aquilo que se quer. A vida é curta demais para ficar pensando se seus sonhos valem a pena, mas rápida para mostrar que com a atitude certa, o semáforo irá abrir para você no momento adequado.
Pare.
Preste atenção.
Siga em frente.

Tudo na vida, vem e vai. Se vem, é para preencher sua vida. Se vai, é para deixar um lugar vago. Vago, para a próxima coisa que virá. Então, pode tratar de trazer a coisa certa. Aquela que sua alma anseia. Pela qual seu coração palpita. Aquela, que você ficará na contagem regressiva quando o semáforo estiver abrindo.

Pode tomar o caminho que for. Mas nada, nem ninguém, poderá tomar o seu caminho. Trate de escolher, e saber sentir-se escolhido. Pode olhar para os lados. Cruzar outra Avenida. Seguir o caminho à pé, se quiser. Mas trate de fazer aquilo que se quer.

Nem sempre você saberá o rumo que tudo isso te guiará. Pode ser mais intenso do que imagina. Pode descobrir que não era aquilo o que queria. Pode ser que tudo vire do avesso, ou comece pelo contrário e encontre um rumo em linha reta.  Muita coisa pode ser, desde que seja alguma coisa, pois, meu caro, como sempre lhe digo: Quem diria, afinal, que viver daria em tudo isso?
 

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